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Fraternidade  Rosacruz

O Simbolismo
do Templo de Cura

 



Fachada do Templo de Monte Ecclesia. Como todos os Templos Solares, seu Portal se encontra dirigido ao Oriente, onde nasce o Sol, o Doador da Vida.

 


 

O Simbolismo do Templo de Cura

da The Rosicrucian Fellowship


 



 


 

O SIMBOLISMO DO TEMPLO DE CURA DE MOUNT ECCLESIA

Artigo publicado na revista  Rays from the Rose Cross de maio de 1996


 


 

1. Desenho do Templo de Mt.Ecclesia, quando concluído, em 1920.O Templo se localiza sobre um promontório, que domina a vista panorâmica de oceano, vale e montanhas.

 

Este artigo é dedicado ao estudo do simbolismo no Templo de Cura do Monte Ecclesia.

O dicionário da língua inglesa "Arnerican Heritage" define símbolo como algo que representa alguma coisa a mais, seja por associação, semelhança ou convenção, especialmente um objeto concreto usado para representar algo invisível. Dois exemplos podem ser a rosa e a cruz. A cruz tem sido símbolo sagrado desde a mais remota antigüidade. O hieróglifo egípcio que corresponde à cruz, representa vida emanando da divindade, a vida eterna a que todos almejamos. Entre outras coisas, a rosa é um símbolo para o alvorecer. Juntos, a rosa e a cruz representam o alvorecer da vida eterna. Este é um exemplo de simbolismo sintético.

Simbolismo é o mais antigo instrumento da educação, porque sempre foi e continua sendo o mais eficiente instrumento de instrução. Toda a expressão religiosa se faz por simbolismo. A linguagem religiosa, na medida em que se aplica aos fenômenos mental e espiritual em ação, deve ser simbólica, pois de que outra maneira pode alguém descrever Deus ? O imaginário simbólico pode, freqüentemente, dar às idéias uma expressão mais precisa do que as palavras. Os símbolos podem de maneira mais vívida e verdadeira do que qualquer meio de comunicação, apresentar uma idéia aos olhos da mente. Para ser verdadeiramente efetivos, os símbolos devem estimular unI sentimento apropriado, pois é através do coração que eles falam e ensinam.

Não devemos nos contentar em simplesmente ouvir e ler sobre os intrigantes significados dos símbolos, mas como em todo o estudo realmente verdadeiro, devemos interpretar e desenvolver esses símbolos para o nosso próprio entendimento. Há algumas dificuldades, entretanto, nesse caminho. Tomar o símbolo pelo que ele significa é idolatria. Trocar o símbolo pelo significado é superstição. Quando tomamos o símbolo no sentido restrito, fechamos os olhos para a luz espiritual que está no seu âmago. Quando levamos nossos símbolos para o trivial e o lugar-comum. então, entramos para o reino da mediocridade, do ordinário, no qual há pouco ou nenhum esclarecimento.

 

Vista aérea do Templo Rosacruz de Mt. Ecclesia

 

Com esses cuidados em mente, voltemos nossa atenção para o Templo (Ecclesia) . e simbolicamente coloquemo- lo sobre o Monte Eclésia.

O Monte Ecclesia é um símbolo. Ecclesia. por si só, tem quatro significados.

- Pode ser uma assembléia de pessoas. A história nos conta que os antigos atenienses chamavam as suas assembléias públicas de Ecclésiae.

- A palavra pode significar a congregação de uma igreja.

- Significa, também, igreja;

-ou ainda um edificio

A  palavra monte tem muitos significados.

 Significa subir no sentido aqui considerado -alçar ou elevar-se. As palavras zênite, exaltar e sublime também carregam significados sugeridos pela palavra monte.

 Então. simbolicamente, Monte Ecclésia pode ser ou uma elevada assembléia espiritual, talvez o sentido no qual  o Sr. Heindel empregou o termo, ou uma área ou lugar sublime, espiritual ou sagrado. Os dois termos vibram com o poder espiritual.

Para visualizar o Monte Ecclésia, como o Sr. Heindel o viu pela primeira vez, devemos remover todas as construções, estradas e caminhos, todas as árvores e flores que agora crescem ali.Naquele tempo somente arbustos baixos se espalhavam pela área. Apenas nas trilhas que levam do vale até ao platô, estava lá, como agora, uma densa vegetação.

Na encosta oeste, havia naquela época urna vasta área cultivada, que veio a ser chamada "a mancha do feijão". Assim que o Sr. Heindel pisou esse terreno que viria a chamar de Monte Ecclésia, viu que ele se assentava em . uma espécie de crescente enorme, como uma lua nova com a face para o leste. O ponto mais alto ou norte do crescente, ele chamou de ponto Ecclésia, e designou este como o local para a Ecclésia, o Templo de Cura da Fraternidade. No ponto inferior ou sul, ele colocou a cruz de fundação. Nessa área foi posteriormente adicionada a estrela iluminada e a Pró-Ecclésia. Passando a metade da linha curva do grande crescente, entre a Pró-Ecclésia e o terreno do Templo, o Centro de Cura seria construído posteriormente.

Simbolicamente, sabemos que. na época da lua nova, o probacionista se aproxima da herança espiritual da Fraternidade através do serviço. Assim, também, esse grande crescente alude. simbolicamente, à razão e ao propósito de estarmos aqui -para humilde e desinteressadamente, trabalharmos nos vinhedos de Cristo, pondo em prática os princípios e preceitos da Fraternidade.

Hoje, estando na parte mais à leste do ponto Ecclésia, voltados para o oeste, olhamos diretamente para a metade oriental do Templo. Vemos seu grande domo encimado por uma cúpula e acima dela, um grande globo dourado e finalmente um aglomerado de luzes. O bonito simbolismo expresso por esses objetos, nós iremos ver depois de examinarmos outro símbolo encontrado no baldaquino, o dossel sobre o Altar no Santuário do templo

Descendo nossos olhos da cúpula do Templo, chegamos ao pórtico, a entrada leste do Templo, que consiste de entablamento, colunas e o primeiro dos três degraus que levam ao vestíbulo de entrada do Templo, propriamente. O entablamento é aquela estrutura em forma triangular sustentada por duas colunas. Dois símbolos místicos estão contidos na superfície triangular ou face do entablamento. Exatamente no centro há um triângulo eqüilátero, denotando trindade. Dentro do triângulo está o olho que tudo vê, símbolo da onipresença Divina. As colunas, como em todo o templo solar, representam a máxima declinação do sol para o norte e sul do equador, nos solstícios de verão e inverno.,entre  outros significados.

2.Pórtico do Templo de Mt.Ecclesia

Em arquitetura, há cinco tipos de colunas.Alguns estudiosos citam apenas três, conhecidas como colunas gregas.

(a) Colunas de tipo grego:

- As colunas dóricas que têm capitéis simples e fustes sem ornamentos. Elas representam o princípio masculino e sua palavra-clave é força.

-As colunas jônicas que têm capitéis decorativos e fustes delicados. Sua palavra- chave é beleza, Simbolicamente, representam o princípio feminino.

-As colunas corintias que  têm capitéis em forma de sinos, enfeitados com folhas de acanto. que representam a imortalidade. Essas colunas têm fustes delicados e ondeados. Simbolicamente, retratam a perfeita relação dos princípios masculino e feminino e sua palavra-clave é equilíbrio.

(b)Há dois tipos de colunas romanas:

-as colunas  toscanas , que são  cópias direta das dóricas.

-as colunas compostas, que são similares à coluna coríntia , só que o capitel tem quatro volutas ou espirais do tipo jônico, colocadas no topo. em ângulos retos de uma para a outra. Assim. o aspecto dessa coluna é o mesmo, quando vista de qualquer um dos pontos cardeais. Diz-se que essa coluna representa, simbolicamente, a eternidade, pela união equilibrada dos princípios masculino e feminino.

As duas colunas da Ecclésia são uma combinação de tipos de colunas, Seus fustes são cilíndricos e despojados, dando uma aparência geral de força e permanência


3. Detalhe da fachada oriental do Templo, mostrando colunas compostas, entablamento triangular emoldurado por elaborada cornija, símbolo da Santíssima Trindade, gravado com o "Olho que tudo vê", símbolo da Onisciência Divina, e o finial diretamente acima da pilastra direita(atrás da coluna direita).

Os capitéis tem forma de sinos invertidos, circundados por réplicas de folhas de acanto. separadas por quatro flores de cinco pétalas. Quatro volutas em ângulos retos estão colocadas no topo dos capitéis. Outra vez, lembramos que no simbolismo do Templo, se entendermos o papel das colunas, teremos a chave para o entendimento das leis espirituais do universo. Simbolicamente, as duas colunas, representando a espécie humana espiritualizada, balanceada e aperfeiçoada são unidas pelo entablamento. que representa Divindade. Aqui está, uma representação arquitetônica da união de Deus e do Homem.

4. Detalhe do capitel mostrando quatro voluta, quatro flores e duas filas de folhas de acanto .

O Templo de Monte Ecclesia é  um templo solar dedicado à Nova Era. que conduz ao reconhecimento da  Paternidade de Deus e da  irmandade entre os seres humanos.

Nos templos antigos e em todos os templos maçônicos modernos. as duas colunas de sustentação (pilastras) são coroadas por globos chamados finials*, um globo para cada coluna. Para alguns. representam os grandes lumes: o sol e a lua; para outros, simbolizam as dimensões espiritual e material da vida. Se estendermos uma linha pelo centro de cada pilastra do Templo, da base até o capitel e estendermos essa linha através do teto do pórtico, ali, nesse ponto. onde a linha perfura o teto. devemos esperar encontrar o finial* .E eles lá estão, um representando o mundo terrestre. que habitamos agora e o outro. o mundo espiritual que tivermos desenvolvido e ajudado a fazer.

Há três degraus entre as colunas que levam à entrada do Templo. Assim. também há três degraus no Santuário do Templo. cujo significado em relação à estrutura do Templo, deixaremos para discutir mais tarde. Quando escalamos os três degraus externos e passamos entre as duas colunas, ficamos diante da entrada do Templo e entre as duas pilastras que sustentam o pórtico na sua junção ao Templo, propriamente dito. Essas pilastras são parte integrante da estrutura do Templo. embora elas fiquem por fora das paredes, cada uma mostrando duas faces. Elas apresentam o mesmo traçado da base. haste e capitel como as colunas, só que são quadradas e as colunas são redondas. Seus capitéis quadrados tem uma fileira de folhas de acanto, separadas em seções por uma flor de cinco pétalas. com o centro profundo. Na face interna do capitel de cada pilastra há símbolos astrológicos.


5. Detalhe do capilel da pilastra norte com o símbolo de Urano, significando o amor impessoal do serviço aquariano

Urano está representado sobre Aquarius. no capitel da pilastra norte ou direita e no capitel da pilastra sul ou esquerda, um duplo Saturno( simétrico e invertido como  que refletido num espelho)  aparece sobre Aquarius, ambos aludindo simbolicamente, à Nova Era de Aquarius e aos seus signos dominantes. Devemos lembrar que o duplo Saturno, representa as forças materiais e espirituais.

6. Detalhe do capitel da pilastra sul com o símbolo de duplo Saturno. significando o aspecto disciplinar do serviço aquariano.


7. Detalhe da porta sul  (esquerda) do Templo de Cura mostrando o painel de Aquarius. gravado com seis símbolos astrológicos.

 


8.  Detalhe da porta norte (direita) do Templo de Cura, exibindo o painel de Leo. marcado por seis símbolos astrológicos.
 

Passando entre as duas pilastras, chegamos às duas belíssimas portas com três painéis cada uma. Os painéis superior e inferior são planos, mas o painel central é esculpido em baixo-relevo. O painel central da porta norte(direita) contém o signo astrológico do Sol, uma vez, e o de Leo, duas vezes. Representa a figura simbólica de Leo, com a face voltada para dentro sobre o globo terrestre. O painel central da porta sul contém o símbolo de Urano, uma vez, e o de Aquarius, três vezes, e retrata o Portador da Água *, voltado para dentro, derramando as águas da vida sobre o globo terrestre. Na base de cada painel central há seis símbolos astrológicos. Da esquerda para a direita, no painel de Aquarius. os signos são: Aquarius, Pisces, Aries, Taurus, Gemini e Câncer. No painel de Leo. da esquerda para a direita, os signos são: Leo, Virgo. Libra, Scorpio, Sagitarius e Capricórnio. Esses grupamentos, como iremos ver. indicam a disposição dos assentos dentro do Santuário.

As portas. simbolicamente. representam as forças que emanam dos Senhores da Chama, a hierarquia de Leo. combinados com a hierarquia Aquariana. a onda de vida angélica, dispersando a influência da Nova Era sobre a terra e a humanidade. Acima das portas do Templo encontramos a primeira de muitas abóbadas semicirculares. encontradas sobre as entradas, janelas e recessos das paredes. Essa pequena abóbada é de vidro transparente. Da porta do Templo. passamos para um pequeno vestíbulo. É simples e sem adornos, exceto por um símbolo sobre as portas gêmeas que levam ao Santuário. Há portas à nossa direita e esquerda, uma conduz ao sótão onde está o órgão e a outra a urna antecâmara.

Essa sala do Templo corresponde ao estado de estudante. O único símbolo visto nessa sala está sobre o conjunto das duas portas que abrem para o Santuário do Templo. Essas portas, na parede oeste do vestíbulo são pequenas e simples, em harmonia com o vestíbulo. A pequena abóbada sobre elas consiste de duas partes. A parte superior é de vidro transparente em uma moldura de madeira. A parte retangular inferior contém um bonito símbolo em vidro colorido, consistindo de uma tela azul, expondo uma estrela de cinco pontas, dourada, sobre a qual está colocada uma cruz branca coroada por sete rosas vermelhas. Não há rosa branca nesse emblema. Simbolicamente, como o vidro transparente na abóbada sobre as portas do Templo e o pequeno vestíbulo sem enfeites representam o estudante que está iniciando seus estudos; esse emblema sobre as portas que levam ao Templo, propriamente dito, representa o probacionista iniciando sua vida de serviços, enquanto entra no Santuário para participar dos serviços do Templo.


Assim, como probacionistas, passemos através dessas portas para entrar no Santuário. Coloquemo-nos agora, no meio da nave que leva da entrada leste do Santuário até o primeiro dos três degraus que conduzem ao nicho do Altar com seus tesouros. Desse ponto privilegiado, observemos à nossa volta, lembrando que simbolicamente nós estamos a meio caminho entre a entrada leste do Santuário e o Altar no extremo oeste do Santuário. De cada lado, temos filas de assentos com seus signos astrológicos. Sobre eles falaremos mais tarde. Imediatamente à nossa frente. quando olhamos para o ocidente, estão três degraus que conduzem do chão do Santuário para o recesso do Altar.

9. Vista do nicho do Altar, mostrando a Bíblia, aberta no primeiro capítulo do Evangelho de São João, o emblema da Fraternidade e o baldaquino semicircular.

Notamos que a parede oeste foi removida e preenchendo-a está o nicho do Altar. Contra a parede posterior do nicho. encontramos o Altar de mármore, sobre ele uma Bíblia aberta e em cada uma das extremidades do Altar, um vaso com uma rosa branca. Sobre o Altar, há cortinas que cobrem o emblema da Fraternidade. que simboliza o que devemos nos esforçar para alcançar dentro de nós mesmos, seja nesta ou em vidas vindouras. Emoldurando o Altar, há uma linda guarnição que se estende acima até o baldaquino, o dossel sobre o Altar. O baldaquino se parece com uma abóbada em forma de meia lua achatada, em cujo fundo azul há unI símbolo dourado.

 

10. Detalhe do baldaquino ou dossel sobre o Altar, contendo o símbolo, a promessa de uma humanidade evoluída, a raça crística, combinando a essência de um intelecto generoso, representado pela faixa, com o amor envolvente, sem paixão, representado pela linha da imortalidade brotando do coração da humanidade, tudo isso abençoado pelo Amor Divino, através dos Senhores da Chama.
 

Este é o ponto mais alto do nicho do Altar e suas cores significam os Reinos do Pai e do Filho. O fundo azul claro. emblemático do Pai, sobre o qual está desenhado um escudo azul contornado com azul escuro, consiste de nove segmentos ou arcos alinhados. Nove é o número da humanidade, nossa onda de vida evolucionante. Dentro desse escudo azul há um sol em explosão, dourado, emblemático do Filho. Dentro desse sol há um círculo azul, contendo o símbolo de Leo, simbolizando os Senhores da Chama. O escudo azul é um coração simbólico, representando a humanidade cristianizada. sob a exaltação dos Senhores da Chama.

A partir do ponto inferior desse coração simbólico, uma videira se espalha para a direita e esquerda sobre o fundo azul. Ao longo de seus comprimentos, de cada lado, os ramos da videira se dobram para baixo e para trás. em direção ao coração emblemático e terminam cada um, em uma flor de cinco pétalas azul clara com centro dourado. Estas flores já tinham sido encontradas antes. Elas estão nos capitéis das colunas e pilastras. Essa é a vinha da imortalidade, agora brotando do coração da humanidade cristianizada. Sob a dupla videira, uma faixa se estende de cada lado, sobre o fundo azul. Essa faixa representa a essência do intelecto da mente coletiva da humanidade. Ela toca ou cruza a videira cinco vezes de cada lado. Cinco e cinco fazem dez. Assim também a soma das pétalas das duas flores da vinha da imortalidade somam dez. Dez é o número perfeito, que contém todos os outros, o número da Divindade, o número da perfeição..

Assim. nesse simples mas lindo símbolo encontrado no baldaquino , nós temos a promessa de uma humanidade aperfeiçoada. uma raça Crística, que combina a essência de um intelecto generoso, representado pela faixa. com o amor envolvente, sem paixão. representado pela vinha da imortalidade, brotando do coração da humanidade, tudo isso abençoado pelo Amor Divino. através dos Senhores da Chama.

Quando, anteriormente, parados na borda oriental do ponto Ecclésia , olhando para o oeste. vimos o perfil do Templo, observamos a cúpula e sobre ela, o globo dourado e sobre o globo um conjunto de nove luzes. Vamos agora analisar esse símbolo maravilhoso com o entendimento que adquirimos pelo estudo do símbolo encontrado no , baldaquino. A cúpula representa simbolicamente a rota desse mundo, como representado por aquele globo dourado í em torno do ponto central do Sol O conjunto de nove luzes sobre o globo é representativo da nossa humanidade. Quando um número suficiente de seus membros esteja tão elevado espiritualmente que estejam vestidos com dourados trajes de gala, , então, eles pairarão sobre a Terra, em sua órbita. Teremos, então, alcançado o dia da liberação por nosso Redentor e estaremos prontos para entrar no Reino do Pai.

11- Finial* dourado sobre a cúpula do Templo encimado por um grupo de luzes, Nota: * Finial* -não encontrado termo para tradução: é o ornamento que faz o acabamento superior da pilastra. e sobre a cúpula do Templo.

Esses dois símbolos, um encontrado no ponto mais alto do nicho do Altar e outro. no mais alto ponto do Templo. são emblemáticos do destino que nos está reservado, para toda a multidão de irmãos e irmãs que tenham completado a Nova Era. na qual estamos a ponto de entrar. Assim como o tabernáculo no deserto representava a vinda da presente ordem. assim também, os símbolos do Templo anunciam não só a Nova Era de Cristo, mas também, a Sua promessa de uma era ainda superior por vir- o Reino do Pai.

Retomando agora para dentro do Santuário do Templo. cuidemos da iluminação do Templo Há duas fontes de luz dentro dele Há a luz espiritual que aparece centrada no Altar. e que pelo menos para este escritor. parece mais brilhante nos solstícios, equinócio e nas Noites Sagradas de Serviço de Cura. Além disso. há a luz física. centrada em três áreas.  No momento. não consideraremos as luzes que entram pelas vidraças norte e sul do Santuário Segue-se que. simbolicamente cada fonte de luz física representa uma fonte de luz espiritual. A literatura esotérica descreve a luz espiritual como aquela que arde internamente e derrama sua luminosidade a partir de todo o Altar Sagrado É alimentada pelo amor ardente nos corações dos homens, quando em veneração, diante do Altar. Simbolizando essa luz espiritual. uma luz, física ilumina a alcova do Altar Consistindo de molduras metálicas e pedaços de vidro âmbar;  essa lâmpada oitavada está suspensa na abóbada da parede leste. de onde. como um símbolo da luz do coração. irradia sua luz dourada sobre o Altar. o emblema da Fraternidade e os outros objetos ali presentes .

 

12.Vista do Altar, mostrando a lâmpada oitavada suspensa na abóbada da parede oriental, simbolizando o amor ardente do aspirante.

Uma segunda fonte de iluminação física velada por cortinas. ilumina os doze painéis das paredes, A terceira fonte de luz fisica está no centro da cúpula do Santuário e ilumina. a partir do ponto mais alto do Templo. um grande emblema em vidro colorido com moldura metálica Tem um fundo azul. como o emblema da Fraternidade sobre o Altar O centro é dourado e irradia raios dourados por toda a volta. como se estivessem sendo absorvidos pelo  perímetro azul envolvente. É como se a luz dourada do Cristo se misturasse e se tornasse única com o azul do Pai.Cristo disse: "Por mim mesmo não sou nada. é o Pai que faz o trabalho" (João,14:10) Certamente. este é um foco de força e concentração espiritual privilegiado dentro do nosso Santuário.

13.Mandala - rosácea (explosão estelar) em vitral, na cúpula do Templo.


 Lindos vitrais  ornamentam os lados norte e sul do Templo. Os assentos dos probacionistas são dispostos segundo os signos solares, dentro do Santuário, É interessante notar  que os símbolos astrológicos encontrados nos painéis centrais das portas do Templo seguem a mesma seqüência astrológica dos assentos. dentro do Santuário. A porta da sala do órgão  está sob o painel de Pisces. A  porta que leva à antecâmara  está sob o painel de Capricórnio.

Já mencionamos os três degraus do pórtico. que levam à entrada do Temp]o e os três degraus que levam do chão do Santuário ao Altar. Vamos atentar para o simbolismo encontrado neste último,O primeiro degrau para o Altar pode ser comparado ao trabalho do estudante. que em um pequeno período de dois anos completa as lições designadas e então se candidata ao probacionismo. Esse degrau é também pequeno. Sua largura é igual à sua altura. O segundo degrau para o Altar é muito extenso e pode ser comparado ao estado de probacionista. A partir desse degrau. todo o trabalho do probacionista dentro do Templo, com uma única exceção , é realizado.

 

 

14. Detalhe do leitoril, mostrando a cadeira do oficiante sob o quadro do Cristo Ressuscitado, a Quem está subordinado.
 

As aulas de probacionistas, com exceção das leituras da Fraternidade em serviços especiais nas Luas Nova e Cheia. solstícios. equinócios e Noites Santas. são pronunciadas nesse largo degrau, onde estão colocados vários objetos de interesse para nós. Em lados opostos dessa extensa área se encontram duas plantas, uma de cada lado. Elas são emblemáticas da onda de vida que anima o reino vegetal da qual o probacionista obtém alimento que sustenta sua vida fisica e para com a qual tem um grande débito de gratidão e serviço.

Há,  à nossa esquerda. um leitoril. no qual fica o leitor de toda a palavra falada em todos os serviços. Perto dele há uma cadeira -a mais notável de todas as cadeiras. Atrás dela e pendendo da parede, abaixo do painel de Virgo. há uma figura do nosso Salvador. o Cristo ressuscitado, com sua mensagem implícita: "Siga-me". Esse é um lugar de meditação para os probacionistas. Você sabe que durante o ano, são realizados 339 serviços templários e de cura, 26 serviços de lua, 4 serviços de solsticios e equinócios e 1serviço de Noite Santa no Templo, totalizando 370 serviços em um ano. Simbolicamente, isso totaliza 10, novamente o número perfeito no Templo, no total de cerimônias realizadas nele.

15. Pintura representando o Cristo Ressuscitado

O terceiro degrau leva diretamente ao Altar e pode ser comparado ao trabalho do discípulo. Nesse degrau temos e emblema da Fraternidade, velado e a descoberto, o Altar pronto para os serviços e em todos os serviços especiais. as únicas palavras que não soam a partir do degrau do probacionista são ditas nele. como um mantra de evocação altamente espiritual de amor e força: "Possam as rosas florescer em vossa cruz", são dirigidas aos probacionistas em assembléia, a partir desse ponto sagrado.

Assim, simbolicamente, o primeiro degrau, estreito. eqüivale ao grau de estudante. Ele leva ao segundo degrau, largo. o grau de trabalho do probacionista, o degrau do serviço, que por sua vez, leva ao terceiro degrau, o do discípulo. o degrau da devoção ante o Altar e o emblema da Fraternidade

À essa altura. perdoem o autor por fazer duas referêncías a incidentes pessoais que aconteceram. quando ele estava contemplando o simbolismo descrito acíma. Nós notamos que sobre o Altar há dois vasos de vidro, cada um sustentando uma rosa branca. E também há um vaso com uma rosa branca sobre o leitoril que está no segundo degrau. aquele do probacionista. O olhar do autor, naquele momento, retomando do Altar para o leitoril, enquanto esse simbolismo estava sendo explicado. veio a repousar sobre o vaso ali presente e para a rosa que ele continha. Essa rosa pareceu de um vermelho rutilante, a cor da rosa do probacionista. como citado pelo Sr. Heindel em seus escritos e como pode ser vista na guirlanda de sete rosas na cruz do nosso emblema. Simbolicamente, isso seria muito apropriado: que a rosa vermelha fosse exposta no leitoril e as rosas brancas, no Altar.

O segundo incidente envolveu a cadeira do palestrante. que nós afirmamos ser a mais notável cadeira. O autor tinha visto os desenhos originais dessa cadeira, feitos antes do término do Templo. mas naquela hora, o simbolismo lhe escapou totalmente. Na hora que a rosa vermelha apareceu ante sua visão, também uma revelação sobre a cadeira apareceu por si mesma. Os olhos do palestrante estavam dirigidos como se um dedo estivesse delineando o contorno da cadeira. e o número da cadeira é o nove, o número da humanidade. De qualquer lado que a cadeira é observada - de frente, dos lados ou de trás -, o contorno dessa visão, quando linhas e arcos ou curvas de cada lado são contados. . totalizam nove O símbolo original sobre essa cadeira era o símbolo de Urano. Cinco traços formam o símbolo de Urano, com as quatro linhas quebradas do círculo em torno dele, dá total nove. O símbolo foi mudando com o passar do tempo até o que é hoje -o símbolo de Leo. Originalmente, era o símbolo com nove linhas.

Temos ainda que considerar o emblema da Fraternidade que fica velado da nossa vista. o emblema sobre o Altar, na parede suprajacente a ele. É o símbolo mais precioso, porque em sua unidade retrata o caminho que todos devemos fazer. Ele fornece a aprovação que individualmente é nossa, quando finalmente ultrapassamos o último obstáculo e ouvimos aquela voz que nos saúda com as palavras: "Se trabalhas direito. és bom e fiel servo".

 

16. Emblema Rosacruz, representando a Divindade, as Hierarquias Criadoras e o Trabalho de Alquimia Espiritual.

Quando o emblema está a descoberto, existem três cruzes dentro do Santuário. A primeira está sobre a entrada leste do Santuário. fazendo parte do emblema desenhado na abóbada da entrada. Essa cruz não contém a rosa branca. A segunda cruz é parte de nosso emblema quando desvelado. É a cruz branca, coroada com as rosas vermelhas e mais a rosa branca. A terceira cruz se encontra em um dos doze painéis, para o qual atentaremos mais adiante. Essa terceira cruz é também parte do nosso emblema. Tem também a coroa de rosas vermelhas com uma rosa branca no centro. É uma cruz branca, contornada em preto, como a cruz original do emblema revelado ao Sr. Heindel durante seus dias no Monte Ecclesia

Voltemos nossa atenção para os doze painéis que circundam o Santuário. Eles estão colocados cada um sobre cada uma das doze seções de parede que formam a estrutura principal do Templo. Estão situados entre a abóbada do Templo e as paredes, simbolicamente o círculo entre o céu e a terra. porque eles representam o equador celeste e são compostos pelos doze signos zodiacais. Cada um apresenta uma mensagem infindável no aspecto espiritual. Juntos eles representam o Deus do nosso universo e as hostes das doze hierarquias espirituais que simbolicamente são Deus em manifestação. Consideremos três aspectos interessantes que se encontram neles e que se aplicam diretamente ao nosso tempo e espaço.


 


 

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