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Resposta da Pergunta Nº 52 :

Quando o homem abandona o veículo denso no momento da morte, leva consigo a mente, o corpo de desejos e o corpo vital, sendo o último o que contém as imagens da sua vida passada. Durante os três dias e meio seguintes, essas imagens são gravadas no corpo de desejos para formar a base da vida no Purgatório e no Primeiro Céu, onde o mal é expurgado e o bem assimilado. A experiência da vida em si é esquecida, da mesma forma que esquecemos o processo de aprendizagem da escrita, mas retemos a faculdade. O extrato cumulativo de todas as suas experiências, tanto as de suas vidas terrenas passadas como as vividas no Purgatório e nos vários Céus, é retido pelo homem e forma a bagagem que levará no seu próximo nascimento. Os sofrimentos pelos quais passou vão soar-lhe como a voz da consciência, e o bem que realizou manifestar-se-á num caráter cada vez mais altruísta. Quando os três dias e meio imediatamente após a morte são passados sob condições de paz e silêncio, o Ego é capaz de concentrar-se muito mais na gravação da sua vida passada. A impressão sobre o corpo de desejos será mais profunda do que o seria se tivesse sido perturbado pelas histéricas lamentações dos seus parentes ou por outros fatores. Então, experimentará um sentimento bem mais forte no Purgatório e no Primeiro Céu em relação ao bem ou ao mal praticados. Numa vida futura, este sentimento intenso irá expressar-se numa voz inconfundível. Mas, se as lamentações de parentes desviaram a sua atenção, ou se um homem passa por esse processo em virtude de um acidente ocorrido numa rua, num desastre de trem, num incêndio ou em outras circunstâncias angustiantes, não haverá, naturalmente, oportunidade para que possa concentrar-se convenientemente Tampouco poderá concentrar-se se for morto num campo de batalha. Contudo, não seria justo que perdesse as experiências de sua vida devido a essa passagem ter sido realizada de uma maneira tão inesperada. Assim, a Lei de Causa e Efeito proporcionará uma compensação. Acreditamos que quando uma criança nasce, simplesmente nasce, o fato está consumado e tudo resume-se nisso. Mas, da mesma forma que, durante o período de gestação, o veículo denso fica abrigado do impacto do mundo externo ao ser colocado dentro do útero protetor da mãe até que tenha atingido maturidade suficiente para enfrentar as condições externas, o corpo vital, o corpo de desejos e a mente encontram-se também em estado de gestação e nascem em períodos ulteriores porque não passaram por um ciclo de evolução tão extenso quanto o do corpo denso. Sendo assim, precisam de mais tempo para chegar a um estado de maturidade suficiente para que se tornem individualizados. O corpo vital nasce no sétimo ano, quando o período de crescimento excessivo indica o seu advento. O corpo de desejos nasce na época da puberdade, no décimo quarto ano, e a mente nasce aos vinte e um, quando consideramos que a criança se tornou um homem ou uma mulher - atingiu a maioridade. O que não foi despertado não pode morrer. Quando uma criança morre antes do nascimento do corpo de desejos, ela passa diretamente para o mundo invisível do Primeiro Céu. Não pode ascender para o Segundo e o Terceiro Céus porque a mente e o corpo de desejos não nasceram, portanto, não podem morrer. Deste modo, fica a espera no Primeiro Céu até que se apresente uma nova oportunidade de renascer. Se morreu em sua vida antecedente sob as circunstâncias infelizes acima mencionadas - por acidente, no campo de batalha, ou se as lamentações dos parentes não deixaram que a impressão do mal cometido e do bem realizado ficassem gravados tão profundamente quanto o seria no caso de ter morrido em paz - será instruída, ao morrer na vida seguinte como criança, sobre os efeitos das paixões e desejos. Aprenderá as lições que deveria ter aprendido na vida do Purgatório se não tivesse sido perturbada. Renascerá com o desenvolvimento de consciência apropriada para poder prosseguir em sua evolução. No passado, o homem era excessivamente belicoso. Devido à sua ignorância, não dispensava os cuidados necessários aos que passavam pelo processo da morte, ainda mais se morriam no leito. Estes eram em número bem menor em comparação àqueles que morriam nos campos de batalha, se atribuirmos a isso uma grande parcela da mortalidade infantil. Mas, à medida que a humanidade alcançar uma melhor compreensão, conscientizando-se que nunca somos tão responsáveis pelo nosso irmão como quando ele está retirando-se desta vida, procurará permanecer em silêncio, orando com serenidade. Estará ajudando-o enormemente e contribuindo para que a mortalidade infantil se reduza e não mais aconteça numa escala tão ampla como atualmente.

 


V O L T A R