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Resposta da Pergunta Nº 51 :

Há várias causas para a morte de crianças. Apresentaremos as principais. Quando um Ego volta à vida terrena, dirige-se a uma determinada família porque aí poderá obter o ambiente previsto para o seu desenvolvimento, podendo liquidar parte do destino gerado em existências anteriores. Mas, quando os pais fazem alterações radicais em suas vidas e o Ego não mais consegue adquirir aí essa experiência, ou liquidar esse destino, é retirado e enviado para outro lugar onde possa conseguir as condições propícias para o seu crescimento nesse determinado momento. Ou, poderá ser afastado por pouco tempo e renascer na mesma família quando essas condições forem mais adequadas para esse progresso. Porém, existe uma outra causa responsável pela mortalidade infantil. Situa-se numa época bem mais remota, isto é, em vidas anteriores. Para podermos entender essa causa, é necessário saber algo a respeito do que ocorre no momento e imediatamente após a morte. Quando um espírito abandona seu veículo denso, leva consigo o corpo de desejos, a mente e o corpo vital. Este último, naquele momento, contém as imagens da vida passada gravadas no corpo de desejos, que lhe são mostradas durante os três dias e meio que se seguem imediatamente à morte. O corpo de desejos torna-se, então, o árbitro do destino do homem no Purgatório e no Primeiro Céu. Os sofrimentos causados pelo expurgo do mal e a alegria sentida pela contemplação do bem praticado durante a vida, são transferidos para a próxima vida como consciência. Ela impedirá o homem de repetir os erros de vidas passadas e o estimulará a praticar o bem que lhe proporcionou imensa alegria na vida anterior. Quando os parentes mais próximos da pessoa agonizante, presentes em seu quarto, irrompem em lamentações histéricas no momento do desenlace, e continuam assim por alguns dias mais, perturbam o espírito que, naquele momento, está ainda em contato muito íntimo com o Mundo Físico. O sofrimento dos entes queridos prejudica sensivelmente esse momento, fazendo com que ele não seja capaz de concentrar firmemente sua atenção na contemplação da vida passada. A gravação imprimida no corpo de desejos não será tão profunda quanto deveria ser, se o espírito, ao passar por tal processo, fosse deixado em paz sem ser perturbado. Conseqüentemente, os sofrimentos no Purgatório não serão tão intensos, nem as alegrias no Primeiro Céu tão confortantes como deveriam ser. Por isso, ao retornar à vida terrena, o Ego terá perdido certa parte da experiência da vida anterior. A voz da consciência não se fará ouvir com a intensidade necessária quando o Ego é perturbado pelas lamentações dos familiares e amigos. Para compensar essa falta, o Ego é geralmente levado a renascer entre os mesmos amigos que o prantearam, e deles é retirado quando na infância. E levado para o Mundo do Desejo. Naturalmente, uma criancinha não terá cometido quaisquer pecados que necessitem ser expurgados, e, desta forma, o seu corpo de desejos e a sua mente permanecem intactos. Vai diretamente para o Primeiro Céu, esperando a oportunidade de um novo renascimento. Esse tempo de espera serve para instruir o Ego diretamente sobre o efeito das diferentes emoções, tanto as boas como as más. Freqüentemente, um parente o encontra e toma conta dele, tendo a incumbência de ensinar-lhe aquilo que perdeu devido às lamentações ocorridas. Também pode ser instruído por outros. Em todo caso, a perda é mais do que compensada, pois quando a criança retorna a um segundo nascimento, terá alcançado um crescimento moral tão pleno quanto o teria sob circunstâncias normais, se não tivesse havido lamentações no momento de sua passagem.

 


V O L T A R