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LEI DE CONSEQÜÊNCIA

Esta é uma Lei muito conhecida e de aplicação universal, irmã gêmea da Lei do Renascimento. A Lei de Conseqüência toma diferentes nomes, segundo sua aplicação. Na física, por exemplo, é chamada de "O Princípio de Newton" ou "lei de ação e reação", assim enunciada: "uma força não pode exercer uma ação, sem, no mesmo instante, gerar uma reação igual e diretamente oposta", ou, por outras palavras, "toda causa gera um efeito correspondente".

Existem, pois, causas e efeitos. A causa é primária; o efeito é secundário. Só pode manifestar-se o efeito, se as causas entrarem em ação. Isto se dá em tudo, por exemplo, no dar e receber. Dar é a ação; receber, a reação inevitável. Tudo que recebemos, em quantidade e qualidade, está condicionado ao que dermos, porque o efeito ou reação de receber pressupõe uma causa, uma ação: o dar. Lucas o Apóstolo, expressa-o muito bem: "Dai e dar-se-vos-á". (6:38).

Inúmeros outros exemplos da aplicação dessa lei universal encontram-se, na Bíblia: "o que o homem semear, isso mesmo colherá" (Gál. 6:7): "Procura primeiramente o reino de Deus e Sua Justiça e tudo o mais te será dado por acréscimo"; "Batei e abrir-se-vos-á"; "Pedi e dar-se-vos-á"; "Procurai e achareis".

É evidente. Acaso não sofremos perturbação digestiva se comemos demais?

O conhecimento e meditação desta Lei ensejam tomada de consciência de todas as falhas e suscitam o propósito de nos esforçarmos para corrigi-las. Demais, passamos a compreender que somos os formadores de nosso destino e, portanto, assumimos consciente e progressivamente a responsabilidade de nossos atos, deixando atrás a idéia de um Deus vingativo e a de atribuir aos outros, como fazíamos freqüentemente, a causa de nossos males e insucessos. Mostraremos adiante como efetuar eficazmente esse nobre esforço de regeneração, a fim de, no dizer de Paulo apóstolo, "ressuscitarmos da corrupção para a incorrupção, da ignomínia para a glória; do corpo animal para o corpo espiritual, de vez que o último Adão será feito em espírito vivificante" (1 Cor. 15:42/45). Realmente, é preciso "que nos despojemos do homem velho e nos revistamos do homem novo, em novidade de espírito" (Paulo aos Efésios 4:22/24).

DEUS E AS LEIS DO UNIVERSO

Dizemos que a natureza é o símbolo visível de Deus. É verdade. Ele criou o Universo e o sustenta em sua evolução, através de leis e de Auxiliares. Uma dessas leis é a de Conseqüência.

Alguém poderia inquirir: Por que Deus permite sofrermos as conseqüências de nossos erros? Isso não é um castigo? Se Deus é amor, deveria ter melhores meios.

Respondemos: Há melhores meios que a dor, para quem deseja viver retamente. A estes é que dedicamos este trabalho. A dor é inevitável apenas para os que continuam a usar mal a liberdade. O livre arbítrio é um sagrado direito individual, e Deus, como Pai e pedagogo incomparável, sabe que precisamos de aprender a usá-lo, para um dia exercermos os deveres e direitos de cidadãos espirituais. Não podemos atingir a virtude, que segue o bem, embora também conhecendo o mal, senão pela experiência e o conhecimento aplicado, consoante as leis do Universo de que fazemos parte Deus não quer títeres, senão futuros criadores conscientes.

Finalmente lembramos que, assim como a sensibilidade e a dor nos fazem retirar instantaneamente a mão que por descuido pusemos no fogo, para que não se queime demasiado e não nos faça sofrer, assim também, os efeitos dolorosos resultantes de nossos atos errôneos, previnem-nos em tempo, de prejuízos maiores, e até da ruína total, que seria inevitável aos que desenfreadamente se entregam a práticas inferiores.

O INDIVIDUO E A LEI DE CONSEQÜÊNCIA

Durante a vida terrestre o ser humano estabelece relações com numerosas pessoas - relações essas, que podem ser harmoniosas ou desarmoniosas. Como a morte não liquida os erros, do mesmo modo que um homem individado não se liberta de suas dívidas pelo fato de mudar-se para outra cidade, a Harmonia Universal exige um ajuste de contas. No caso de dois inimigos, renascerão juntos, talvez na mesma família, como pai, filho ou irmão, para, na convivência e nos laços de sangue chegarem a converter o antigo ódio em amor, conforme o propósito de Deus.

O destino gerado pela Lei de Conseqüência é complexo, porque o destino de uma pessoa se associa ao de outras pessoas que muitas vezes não podem renascer na mesma época ou o fazem em lugares distantes, tornando impossível o cumprimento do ajuste numa só vida. Doutro lado, pode suceder que seja tanto o destino gerado, que não tenhamos forças para remi-lo numa só vida. Em tal caso, dando Deus o fardo conforme as forças, temos de resgatar as dívidas, por assim dizer, "a prestação".

Como é óbvio, o bem se inclui também na Lei de Conseqüência.

Assim, nossa vida atual é, em parte, resultado das anteriores, ficando uma margem variável, ao livre arbítrio. Quanto mais comprometidos estamos com o passado, tanto menos livre arbítrio, e vice-versa. Nossa vida é como um quadro de luz e sombras, uma mescla de tristezas e alegrias, uma sinfonia ainda cheia de dissonâncias. Se queremos alcançar a felicidade futura, é importante não assumirmos novos e pesados encargos e ao mesmo tempo nos aplicarmos diligentemente a um bem orientado esforço da regeneração.

Este último ponto é particularmente endereçado às enfermidades de todo gênero. Os Rosacruzes consideram a saúde sob um ângulo muito vasto, mental, emocional e fisicamente, posto que o homem é um ser complexo e deve ser encarado nos diversos aspectos. Há uma mútua influência de um corpo sobre o outro. Deste modo, pela reforma global e harmoniosa dos hábitos, exposta na Filosofia Rosacruz, o indivíduo se torna um auto-curador e se habilita a orientar os demais na eliminação das causas de seus sofrimentos. Todos sabemos disto. Os que não estão internamente preparados para enfrentar a vida moderna abreviam suas existências e sofrem os efeitos de seu nervosismo, angústias, preocupações e insatisfações, com as úlceras gástricas, diabete, esclerose, enfartes e outros males comuns de nossos dias.

SÃO OS PAIS CULPADOS DAS ANORMALIDADES DOS FILHOS?

Não. Os pais são meros instrumentos. Pais e filhos são previamente relacionados para cumprimento mútuo de destino. É incontestável, à luz da ciência, que um pai sifilítico muitas vezes gera um anormal e terá de responder por esse ato de irresponsabilidade. Mas, se uma criança chega a nascer nessas circunstâncias, há uma razão de destino, gerada em vida anterior. Embora pareça desumano, é muitas vezes pela dor que um espírito, aprisionado num corpo doente ou demente aprende suas lições, a fim de retornar ao reto caminho, evitando sua ruína total (Mateus 5:29 e 30).

Baseados nos conhecimentos ocultos, consideramos a eutanásia e a pena de morte altamente prejudiciais porque simplesmente adiam a lição que o espírito deve aprender.

A lei de hereditariedade age apenas no aspecto físico do homem; não lhe afeta o moral e o mental. Um demente toma um cérebro (físico) doentio do pai, mas não a mente. A Lei de Atração muitas vezes associa pais e filhos de caracteres e tendências afins. Não é propriamente lei de hereditariedade. É tanto assim que o filho do gênio raramente é gênio. Dos vinte e um filhos de Johann Sebastian Bach, quem lhe alcançou a estatura musical? E após, quase 300 anos, que descendente o conseguiu? Nenhum, porque sua genialidade, como a de outros (Edison, Mozart etc.), é resultado de mérito individual, como espírito evolucionante mais aplicado.

O GÊNIO E O HOMEM COMUM

FACE A LEI DE CONSEQÜÊNCIA

O homem ou mulher geniais são almas avançadas que se aplicam e progrediram mais na escola do mundo, em vidas anteriores. É o que sucede a certos alunos, no decorrer da carreira escolar. O nível do Gênio será atingido no futuro, pela média da humanidade. O que agora falta, física, moral ou mentalmente, pode ser adquirido num futuro próximo ou remoto, desde que haja o desejo e esforço no sentido da conquista da faculdade ambicionada. De nada vale, pois lamentar sua falta agora ou buscar alcançá-la ilicitamente, porque, contrariando a lei natural, estamos demonstrando ignorância e retardando dolorosamente nosso objetivo. A questão é definir-se e trabalhar, começando AQUI e AGORA. Somos os construtores do passado e do futuro. Quando Mozart dava concertos e compunha, na idade de quatro anos, revelava simplesmente faculdades conquistadas em vidas passadas, por esforço. Todas as chamadas facilidades e pendores têm a mesma explicação. Quem inicia agora tem que se aplicar mais, porém, chegará um dia a idêntico resultado. É preciso meditar na lógica desta questão, porque hoje vivemos impacientes e imediatistas, em tudo pretendendo resultados rápidos. Sabe-se que, realizando-se um decidido e perseverante esforço, atingimos mais rapidamente a meta, mas, pelo que se observa, os impacientes e imediatistas de hoje não parecem dispostos a tanto. Infantilmente, julgam que "mestres" externos possam produzir esse milagre dentro deles. Ilusão. As Leis de Conseqüência e renascimento expõem racionalmente as causas das desigualdades e aparentes injustiças deste mundo, em harmonia com a concepção de um Deus amoroso e justo, conforme explicava o Cristo. No Universo não existe recompensa nem castigo, nem sorte nem azar: tudo é resultado do bom ou do mau uso do livre arbítrio, acionando a invariável Lei, que nalgum dia, nalgum lugar, restabelece as novas condições, em méritos e deméritos, exigindo mais daquele a quem mais deu, dando mais ao que mais bem administrou os talentos espirituais e tirando o pouco que deu, ao que deles não fez uso. Assim é mantido o equilíbrio cósmico, onde o menor ato tenha produzido alteração.

A LEI DE CONSEQÜÊNCIA E

A ASTROLOGIA OCULTA

Com razão a maioria das pessoas se desilude hoje da Astrologia: porque confundem a astrologia mundana com a Astrologia oculta, que permanece imaculada e útil, nas mãos de quem não a prostitui por dinheiro ou fama. Foi por ela que os chamados Reis Magos previram nos céus o nascimento de Jesus.

Conforme essa sagrada ciência, um ser renasce neste mundo, no momento exato em que, no céu, a posição dos Astros, em relação à Terra, reuna as influências e tendências correspondentes ao caráter que ele deve ter nessa vida. Note-se, entretanto, que são apenas tendências, pois os astros "impelem" mas não obrigam. Ninguém, absolutamente ninguém está destinado a errar.

Depois do renascimento de um Ego determinado, sabemos que os astros continuam em sua órbita, formando, uns com os outros, a intervalos, novos aspectos ou configurações. Desse modo vão agindo sobre a aura individual, com tendências várias, a fim de propiciar oportunidades de crescimento anímico e marcando, qual um relógio, as ocasiões em que ele defrontará certas experiências. Se as aproveita, fica-lhe acrescida a virtude; se desperdiça uma boa oportunidade ou cai numa tentação, novas e mais duras experiências continuarão a assediá-lo, até que alcance o pleno domínio de si mesmo. Na medida em que ele aprende a equilibrar-se, vai se libertando de todas as influências, quer das exteriores, quer das interiores, de sua personalidade.

 

A LEI DE CONSEQÜÊNCIA E

O DESTINO COLETIVO

Assim como a responsabilidade individual, ante a Lei de Conseqüência, traz a cada indivíduo o justo resultado de suas obras, boas ou más, assim também uma responsabilidade coletiva, grupal ou nacional, atrai os espíritos participantes para colher em conjunto o que em conjunto efetuaram. Podem produzir-se, por essa causa, perseguições, carências, inundações, terremotos, quedas de aviões e outros acidentes coletivos, assim como, no lado benéfico, a formação de jazidas (petróleo, carvão, minérios, condições geográficas e climáticas favoráveis etc., no lugar onde renasçam.

 

CRISTO-JESUS E

A LEI DE CONSEQÜÊNCIA

No esforço de regeneração que o conhecimento da Lei de Conseqüência nos impõe, não estamos sozinhos na luta: Cristo-Jesus nos está ajudando.

Mui apropriadamente dizem os Evangelhos que "Deus amou de tal maneira o mundo que lhe enviou Seu Filho Unigênito para salvá-lo". É uma realidade comprovada pelos Rosacruzes, nos planos internos. Por sua Missão no Gólgota e retorno anual à Terra, Cristo nos infunde Sua Vida, Amor e Luz, suscitando em cada homem e mulher o sentimento de altruísmo e de entendimento. Este assunto, cuja compreensão reputamos vital em nossos dias, está muito bem exposto em "O Conceito Rosacruz do Cosmos", de Max Heindel, ao qual remetemos o leitor.

A EVOLUÇÃO RELIGIOSA E

A LEI DE CONSEQÜÊNCIA

Segundo o desenvolvimento de cada indivíduo ou agrupamento humano e as necessidades de cada estágio evolutivo, as Inteligências Superiores têm dado, por intermédio de seus Profetas e Escolhidos, os meios adequados de evolução. Renascemos sempre no tempo e no lugar requeridos por nossas necessidades.

Deu-se assim a evolução religiosa.

O Supremo Arquiteto é Onisciente. Ele não daria a um povo uma religião cujos ideais não pudesse compreender e os meios que não pudesse executar. Dentro da Lei de Conseqüência, Deus nos provê conforme as novas necessidades suscitadas por nossa evolução.

Nos primeiros passos da consciência humana (e com as tribos selvagens atuais) foi ensinado que Deus era um Ser terrível, vingativo e mau, que retribuía com pragas, fome e terremotos, às transgressões dos homens. Só um tal Deus poderia ser respeitado. Num segundo estágio (o dos antigos judeus), Deus já amenizou sua ira. Embora continuasse a castigar "olho por olho e dente por dente", já recompensava os bons atos, pela multiplicação dos rebanhos e abundância das colheitas. Os homens sacrificavam cordeiros e bezerros por seus pecados, porque não estavam preparados para fazer de si um sacrifício a Deus, pelo domínio de sua natureza inferior. Num terceiro estágio (o do Cristianismo popular, até agora vigente, com pequenas atualizações), foi o Cristo sacrificado pelo mundo e nunca mais se sacrificaram animais; cada homem deve buscar sua salvação e, embora Deus ainda "castigue" (temor) já se ofereceu a recompensa futura de um céu aos que agissem bem. A natureza humana é ainda muito egoísta. Age por interesse de alcançar o céu e quando faz a promessa de um sacrifício, condiciona-a ao prévio recebimento da graça desejada. O quarto estágio está sendo pregado e realizado pelos Aspirantes Rosacruzes, pelos seguidores do Cristianismo Esotérico, a religião do futuro. Nela o indivíduo evolui pelo entendimento e pelo amor, fazendo de si um sacrifício vivo no altar da humanidade. Renuncia à natureza inferior, não por medo de castigo, nem de inferno. Age bem, não para ganhar o céu, mas porque reconhece que nisso está uma lei natural. É virtuoso porque conhece o bem e o mal e segue o bem, como sinônimo de Deus e da expressão do Criador em Si.

Compreendemos estas etapas todas, ainda nos dias atuais. Por isso respeitamos todas as crenças e convicções.

A LEI DE CONSEQÜÊNCIA,

O INFERNO E O PURGATÓRIO

A palavra inferno significa "o mais inferior" e simboliza o baixo estado de consciência em que vive o transgressor, seja na terra ou após a morte. O "fogo eterno" não existe. O vocábulo eterno é má tradução. A palavra original tem raiz grega: AIONIAN; quer dizer "um período indeterminado de tempo". Não tem o sentido que lhe deram, de interminável, de eterno.

O único fato comprovado por todos os iniciados, é este: no estado "post-mortem" o Ego vai à região inferior do Mundo dos Desejos e lá os registros de suas ações errôneas provocam reação da força de repulsão, sofrendo por tempo e intensidade variáveis, efeitos dolorosos e purificadores.

É o que podemos chamar de purgatório, porque nos livra da matéria mais inferior, a fim de podermos subir aos planos superiores, onde assimilamos, depois, o bem realizado. O tempo e intensidade do processo purgatorial são proporcionais à quantidade de erros e da gravidade dos mesmos. De maneira geral, são três vezes mais dolorosos que os sofrimentos provocados e inversamente três vezes mais curtos.

A ação da Lei de Conseqüência, através da força de repulsão, atuante nos planos inferiores da natureza, é como um fogo depurador. Não o dizemos para inspirar medo, mas para evidenciar a realidade de que todos colhemos os frutos de nossa sementeira. No processo purgatorial, a dor desenvolve a CONSCIÊNCIA, essa voz interna que nos permite discernir entre o bem e o mal. Quando, na próxima vida, pela força do hábito, nos vemos tentados a repetir o erro, a consciência nos adverte. Se vencemos a tentação, crescemos em virtude; se caímos novamente, novas e mais fortes reações virão, até que o hábito se modifique.

Como estudiosos da Bíblia, os Aspirantes rosacruzes interpretam racionalmente as expressões: purgatório, inferno, geena, fogo eterno, ira de Deus, e outras, como sinônimas do efeito negativo da Lei de Conseqüência. Assim, eles compreendem que, tanto os efeitos dolorosos como as facilidades que se oferecem na vida individual e nas coletividades, através dos tempos, são o justo resultado do uso da liberdade. Em tal sentido, o que chamam ou parece um mal, é um bem em gestação. E viver de acordo com as leis divinas, é o conhecimento aplicado, usando essas forças, amorosa e desinteressadamente, ao serviço dos demais.

 

LEI DE CONSEQÜÊNCIA E

O PERDÃO DOS PECADOS

O perdão dos pecados, ou purificação, é uma realidade, desde o advento de Cristo. Quem estiver interessado no aprofundamento do assunto, no sincero propósito de regeneração, poderá fazê-lo em "O Conceito Rosacruz do Cosmos", de Max Heindel.

O perdão dos pecados consiste na possibilidade concedida a cada ser, não importa quão pecaminoso seja, de modificar ou apagar em seu interior o registro das más ações, para o restabelecimento da paz interna indispensável à felicidade. Com isto realiza um progresso muito grande e rápido, caminho à libertação e que, pelo viver comum, levaria muitas vidas a efetuar.

O perdão dos pecados concilia-se perfeitamente com a Lei de Conseqüência, posto que o homem, sendo o construtor de seu destino, tem outrossim, o poder e oportunidade para mudá-lo. Melhor dizendo, o que o homem faz, pode também desfazer. E quando se trata de erro, essa possibilidade se transforma num dever de consciência.

Dizer que o homem não pode fugir da ação da Lei de Conseqüência é um erro. Pode e deve. Há muitos ocidentais que abraçam doutrinas orientais, julgando-as mais lógicas do que o Cristianismo popular, de vez que ensinam as Leis de Renascimento e o Karma (Lei de Conseqüência). De fato o Cristianismo Popular não expõe explicitamente essas leis, embora elas estejam bem claras na Bíblia. Essa omissão estava prevista na evolução do Ocidente, onde os indivíduos tinham de concentrar-se na matéria para dela extrair todas as experiências necessárias à sua evolução material. A Fraternidade Rosacruz, promulgando os ensinamentos do Cristianismo Esotérico, faz ressurgir claramente essas leis da sabedoria antiga, conciliando-as com o perdão dos pecados a fim de dar aos ocidentais a mais atualizada orientação evolutiva.

As doutrinas orientais tendem ao fatalismo, porque não incluem a prerrogativa de modificarmos e até anularmos as causas geradoras de um destino doloroso, reduzindo seus seguidores a escravos do passado e tirando a muitos esforçados a possibilidade de caminhar mais depressa O conhecimento do Karma e do Renascimento, sem a lei do Perdão dos Pecados, pode tornar-se, desse modo, mais prejudicial do que se as ignorássemos.

O perdão dos pecados (ou purificação interna), pode ser obtido pelos seguintes meios:

1. Reparação Direta - Desfazendo os prejuízos físicos ou morais causados a outrem, pessoal e integralmente.

2. Reparação Indireta - Pela oração, exercício retrospectivo noturno e prática do bem.

Ninguém é perfeito. Não há homem inteiramente bom nem inteiramente mau. Como Aspirantes cristãos, embora nos esforcemos sinceramente, muitas vezes transgredimos as leis de Deus. Sob um impulso emocional, calcando em vícios de origem, dizemos ou fazemos coisas de que, depois, nos arrependemos amargamente. Muitas vezes somos levados a isso por incitação de injustiças, mas, pensando bem, o erro dos outros não justifica o nosso. Ao contrário, esses são os momentos que nos ensejam exercitar o equilíbrio e domínio próprio. Se caímos, pelo menos devemos ter a coragem de nos sobrepor ao amor próprio e conseguir uma solução cristã, enquanto é tempo. (Mat. 5:22/25). E quando um Amigo incorre nessa falha tão freqüente, ajudemo-lo à conciliação com o desafeto (Mat. 5:9).

Se já passou a oportunidade, que faremos? O desafeto morreu ou mudou-se para longe ou ficou tão magoado com a injustiça que não quer conciliação? Temos outro recurso, enquanto estamos no caminho, ou seja, neste mundo: é a reparação indireta. Temos de cumprir nossa parte, a fim de limpar no íntimo o que possa gerar reação futura desagradável. A prece verdadeira, sincera, sentida, tem o poder de elevar nossa súplica e arrependimento ao próprio trono de Deus, atraindo Sua ajuda e desfazendo em nosso interior, não a memória mas o que nela existe de inferior. Pela oração muitos irmãos nossos conseguiram atrair os desafetos e reconciliar-se com eles, numa amizade mais afetiva que antes. Orar pelos que ofendemos ou pelos quais fomos ofendidos, é não só agir com sabedoria e amor verdadeiros, como também "amar os nossos inimigos". Mas cuidemos bem de não guardar inconscientemente nenhum elo de mágoa ou ressentimento. Isso nos tornaria carcereiros do desafeto porque na realidade não o libertamos: a limpeza não se efetiva em nosso íntimo. E, como a intenção sem atos é incompleta (Tiago 2:14/18) é preciso completar o arrependimento e o perdão com a prática do bem, no amplo sentido cristão, esse bem que todos podem fazer, pela dádiva de si mesmos aos outros na orientação cristã, no incentivo, no conforto moral e material, na tolerância, na visita a enfermos, com propósito amoroso e esclarecido, espontâneo e discreto (Mat. 6:3).

A isto devemos juntar ainda o exercício noturno de retrospecção. É feito ao deitarmo-nos. Relaxamos o corpo e, com a mente ativa, vamos recordando, em ordem inversa, cada ato do dia, começando pelos da noite, para trás, passando aos da tarde, depois aos do meio dia e aos da manhã, buscando ver, imparcialmente, se fomos justos no que pensamos e sentimos em cada ato. Arrependemo-nos sinceramente do que fizemos de mal e regozijamo-nos no que de bem realizamos. Este exercício, tão singelo, quão eficiente, é minuciosamente explicado em "O Conceito Rosacruz do Cosmos", já citado. Constitui o mais poderoso meio de purificação do homem, quando realizado sinceramente e na prática da vida demonstramos o firme propósito de correção. Aliado, pois, ao domínio de si mesmo, à oração e à prática do bem, discreto e altruísta, transforma o homem ou a mulher, paulatina e imperceptivelmente de tal modo, que, ele ou ela, chegam a admirar-se, tempos depois, da enorme transformação e paz decorrente, no seu interior.

Eis o propósito deste folheto: esclarecer o leitor sobre estas leis fundamentais da existência e mostrar os meios de regeneração e elevação, para que se honre a si mesmo, como Filho de Deus, feito à imagem e semelhança de seu Criador e herdeiro das promessas enunciadas na Bíblia: "O reino dos céus está dentro de vós , sabei que sois templos do Altíssimo e o Espírito Santo habita em vós"; as obras que eu (Cristo) faço, vós a fareis e obras maiores ainda", para que "vejam, por vossos atos, que sois Filhos de Deus, o Sal da Terra e a Luz do Mundo".

Seja com todos a paz do Senhor!

 

A ORDEM ROSACRUZ

No século XIII apareceu na Europa um grande instrutor espiritual que tinha o nome simbólico de Christian Rosenkreuz - Cristiano Rosacruz - para começar o trabalho de espiritualizar a ciência e tornar científica a religião. Fundou a misteriosa Ordem dos Rosacruzes, a fim de lançar luz oculta sobre a mal entendida religião cristã e explicar o mistério da vida e do ser sob um ponto de vista científico, em harmonia com a religião.

Transcorreram séculos - desde sua encarnação como Christian Rosenkreuz. Muitos consideram sua existência como um mito. Mas Ele marcou o princípio de uma nova época na vida espiritual do Ocidente. Desde então continuou, através de repetidas existências físicas, agindo em um ou outro pais, no cumprimento de seu objetivo. Toma corpo novo cada vez que seus veículos perderam sua utilidade ou quando as circunstâncias tornavam necessária uma mudança no campo de suas atividades. Hoje Ele é um fator ativo nos destinos do mundo ocidental, se bem não revele sua identidade. É um iniciado de grau superior.

A Ordem dos Rosacruzes não é simplesmente uma sociedade secreta, mas uma das escolas de Mistérios. Os Irmãos Maiores são Hierofantes dos Mistérios Menores, Guardiães dos Sagrados Ensinamentos, porque estes encerram Poder Espiritual muito mais potente na vida do Mundo Ocidental, do que qualquer governo visível se bem não interfiram na humanidade, a ponto de privá-la de seu livre arbítrio.

No início deste século, por intermédio do iluminado mensageiro Max Heindel a Ordem Rosacruz trouxe a público seus ensinamentos básicos elementares, a fim de atender aos anseios racionais do Ocidente e levá-lo a compreender os arcanos da religião cristã, de modo a encontrar o Cristo pela razão e através desta fazer depois falar o coração. Objetivam livrá-lo dos perigosos efeitos do materialismo. A Fraternidade Rosacruz é, pois, uma expressão física da Ordem do mesmo nome. Ajuda os Aspirantes a atingir os portais da iniciação e ingresso à Ordem, por meio da regeneração e do serviço ao próximo.

A Sede Mundial da Fraternidade foi fundada por Max Heindel em 1909, na cidade de Oceanside, Califórnia, Estados Unidos. Hoje conta com Núcleos no mundo inteiro.

 

FRATERNIDADE ROSACRUZ

A Fraternidade Rosacruz não é uma organização religiosa, mas sim uma Grande Escola de Pensamento. Sua finalidade perspícua é divulgar a admirável filosofia dos Rosacruzes, tal como ela foi transmitida ao mundo por Max Heindel, escolhido para esse fim pelos Irmãos Maiores da Ordem.

Seus ensinamentos projetam luz sobre o lado científico e o aspecto espiritual dos problemas relacionados à origem e evolução do homem e do Universo. Tais ensinamentos, contudo, não constituem um fim em si mesmo, mas um meio para o ser humano tornar-se melhor em todos os sentidos, desenvolvendo assim o sentimento de altruísmo e do dever, para estabelecimento da Fraternidade Ideal.

 

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