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A REVOLUÇÃO SOLAR DO PERÍODO TERRESTRE

Durante esta Revolução reconstruiu-se o corpo vital, a fim de acomodá-lo à mente germinal. O corpo vital tomou forma parecida à do corpo denso, do qual assimila as condições necessárias para ser empregado como veículo mais denso durante o Período de Júpiter. Neste período o corpo denso se espiritualizará.

Os Anjos, a humanidade do Período Lunar, foram ajudados pelos Senhores da Forma na reconstrução. A organização do corpo vital é a mais perfeita depois da do corpo denso. Alguns têm escrito sobre este assunto e afirmado que não é um veículo separado, que é somente uma ligação e que não passa de uma modelo do corpo denso.

Não desejando criticá-los, admitimos que essa afirmação parece ser justificada pelo fato do homem, em seu estado atual de evolução, não poder ordinariamente empregar o corpo vital como veículo separado. No comum dos homens permanece unido ao corpo denso e separá-lo totalmente causaria a morte deste corpo.

Todavia, como veremos adiante, noutro tempo não estava tão firmemente incorporado ao corpo denso.

Nas épocas da história da Terra chamadas Lemúrica e Atlante, o homem era um clarividente involuntário, fenômeno este produzido pela frouxa conexão entre o corpo denso e o vital. Os iniciadores ajudavam o candidato a diminuir ainda mais essa conexão, como marcadamente acontece com o clarividente voluntário.

Desde essa época, o corpo vital ligou-se muito firmemente com o corpo denso na maioria das pessoas, porém, não tanto nas chamadas sensitivas. Nessa débil conexão está a diferença entre a pessoa psíquica e a comum, inconsciente de tudo que não sejam as impressões dos cinco sentidos. Todos os seres humanos passam através deste período de íntima conexão dos seus veículos para experimentarem a consequente limitação de consciência.

Portanto, há duas classes de sensitivos: os que ainda não se submergiram firmemente na matéria, por exemplo, a maioria dos peles-vermelhas, dos indus, etc., que possuem certo grau de clarividência ou são sensíveis aos sons da Natureza, e aqueles outros que seguem na vanguarda da evolução. Os vanguardeiros estão surgindo do pináculo da materialidade e podem ser divididos em duas classes: a primeira, que se desenvolve de maneira passiva, sem energia, por meio da ajuda de outros. Voltam a despertar o plexo solar ou outros órgãos relacionados com o sistema nervoso involuntário, tornam-se clarividentes involuntários ou médiuns, sem domínio algum sobre a sua faculdade. Retrocedem. A outra classe é formada pelos que voluntariamente desenvolvem os poderes vibratórios dos órgãos relacionados atualmente com o sistema nervoso voluntário. Convertem-se em ocultistas treinados, dominam seus próprios corpos e exercem a faculdade da clarividência à sua vontade. Por isso são denomindos clarividentes voluntários.

No Período de Júpiter, o homem funcionará em corpo vital como funciona agora em corpo denso. Nenhum desenvolvimento é súbito na Natureza. O processo de separação dos dois corpos já começou e o corpo vital alcançará um elevado grau de eficiência maior do que tem agora o corpo denso. Veículo muito mais flexível, o espírito poderá usá-lo de maneira atualmente impossível com o veículo denso.

A REVOLUÇÃO LUNAR DO PERÍODO TERRESTRE

Nela se recapitulou o Período Lunar e muitas de suas condições prevaleceram idênticas às do Globo D daquele Período, porém em grau superior. Houve uma atmosfera da mesma neblina ígnea, o mesmo centro ardente, a mesma divisão do Globo em duas partes, para que os seres mais altamente evolucionados tivessem oportunidade de progredir em ritmo e enriquecimento tais, que, seres como nossa humanidade não teriam podido igualar.

Nessa Revolução, os Arcanjos (a humanidade do Período Solar) e os Senhores da Forma encarregaram-se da reconstrução do corpo de desejos, mas não estavam sozinho nesta tarefa. Quando se deu a separação do Globo em duas partes, houve uma divisão similar nos corpos de desejos de alguns dos seres evolucionantes. Já indicamos que, ao dar-se essa divisão, a forma estava pronta para converter-se em veículo de um espírito interno. Com o objetivo de levar mais adiante esse propósito, os Senhores da Mente (a humanidade do Período de Saturno) cuidaram da parte mais elevada do corpo de desejos e nela implantaram o "eu" separado, sem o qual o homem do presente, com suas gloriosas possibilidades não teria podido existir.

Assim, na última parte da Revolução Lunar, o primeiro germe da personalidade separada foi implantado na parte superior do corpo de desejos pelos Senhores da Mente.

Os Arcanjos foram ativos na parte inferior do corpo de desejos, dando-lhe desejos puramente animais. Também trabalharam sobre o corpo de desejos, que não estavam divididos. Alguns destes Arcanjos converteram-se em espíritos-grupo dos animais, e agem sobre eles, de fora, nunca penetrando de todo nas formas animais, ao passo que o espírito separado o faz de dentro do corpo humano.

Durante o Período Terrestre foi reconstruído o corpo de desejos, a fim de torná-lo apto para ser interpenetrado pelo mente germinal. Este trabalho efetuou-se em todos os corpos de desejos que admitiram a divisão já mencionada.

Como se explicou anteriormente, o corpo de desejos é um ovóide inorganizado, tendo no centro o corpo denso qual uma mancha obscura. O todo é como a clara de ovo envolvendo a gema. Há certo número de centros sensoriais no ovóide, que foram aparecendo desde o princípio do Período Terrestre. Na média dos seres humanos, tais centros assemelham-se a redemoinhos em uma corrente e não estão despertados. É portanto, um corpo de desejos que não tem utilidade para ele como veículo de consciência independente, ou separado. Quando esses órgãos sensoriais são despertados, parecem vórtices brilhantes em rapidíssima rotação.

PERÍODO DE REPOUSO ENTRE REVOLUÇÕES

Anteriormente falamos das Noites Cósmicas entre os Períodos. Vimos que houve uma Noite Cósmica, intervalo de repouso e assimilação, entre os Períodos de Saturno e Solar, outra entre os Períodos Solar e Lunar, etc. Porém, além dessas, existem também intervalos de repouso entre as Revoluções.

Podemos comparar os Períodos a diferentes encarnações do homem, a Noite Cósmica aos intervalos entre a morte e o novo nascimento, e o intervalo de repouso entre Revoluções ao período de repouso, do sono de cada noite, isto é, entre dois dias.

Quando chega a Noite Cósmica, todas as coisas manifestadas transformam-se numa massa homogênea. O Cosmos converte-se novamente em Caos.

Este retorno periódico da matéria à substância primordial habilita o espírito a evoluir. Se o processo cristalizante de manifestação ativa continuasse indefinitivamente, ofereceria um insuperável obstáculo ao progresso do espírito. Quando a matéria se cristaliza a ponto de tornar-se demasiado pesada e dura, o espírito, nela não podendo agir, retira-se para recuperar a energia já exaurida. É como uma broca que tenha estado furando metais duros: deve parar e ser guardada durante algum tempo para recuperar-se.

As forças químicas na matéria, livres da energia cristalizante do espírito em evolução, convertem o Cosmos em Caos, isto é, devolvem a matéria ao seu estado primordial, para que os espíritos virginais regenerados possam recomeçar o seu trabalho na aurora de um novo Dia de Manifestação. As experiências obtidas nos primeiros Períodos e Revoluções capacitam o espírito a reconstruir, com relativa rapidez, até o ponto ultimamente alcançado. Além disso, facilitam o progresso ulterior promovendo as alterações que as experiências que as experiências acumuladas lhe ditam.

Desse modo, no final da Revolução Lunar do Período Terrestre, todos os globos e toda a vida voltaram ao Caos, reemergindo ao começar a Quarta Revolução.

A QUARTA REVOLUÇÃO DO PERÍODO TERRESTRE

Na sempre crescente complexidade do esquema evolutivo, há sempre espirais dentro de espirais, ad infinitum. Portanto, não deve causar surpresa sabermos que em cada Revolução o trabalho de recapitulação e repouso se aplica aos diferentes Globos. Quando a onda de vida reapareceu no Globo A, nesta Revolução recapitulou o desenvolvimento do Período de Saturno; depois de um repouso que, entretanto, não implicou na desintegração do Globo, mas tão-só uma alteração do mesmo, apareceu no Globo B, onde recapitulou a obra do Período Solar. Depois de outro repouso, a onda de vida passou ao Globo C e repetiu o trabalho do Período Lunar. Finalmente, a onda de vida chegou ao Globo D, nossa Terra atual, e aí começou realmente o verdadeiro trabalho do Período Terrestre.

Contudo, as espirais dentro de espirais impediram que esse trabalho principiasse imediatamente depois da chegada da onda de vida do Globo C, porque o germe da mente só foi obtido na quarta Época. Nas três primeiras Épocas foram recapitulados os Períodos de Saturno, Solar e Lunar.

 

CAPÍTULO XI - GÊNESE E EVOLUÇÃO DO NOSSO SISTEMA SOLAR

Caos

Nas páginas anteriores nada dissemos sobre o nosso Sistema Solar nem sobre os diferentes planetas que o compõem porque, antes de chegar o Período Terrestre, não havia a diferenciação atual. O Período Terrestre é o pináculo da diferenciação.

Ainda que não tenhamos falado senão de uma classe de espíritos virginais, daqueles que, no sentido mais estrito e limitado, estão relacionados com a evolução terrestre, em realidade existem sete "Raios" ou correntes de vida. Seguem, todas, evoluções diferentes, embora pertencendo à mesma classe original de espíritos virginais de que faz parte a nossa humanidade.

Nos Períodos anteriores, todas essas diferentes subclasses ou raios encontraram um ambiente apropriado para sua evolução no mesmo planeta. Porém, no Período Terrestre as condições tornaram-se tais que, para facilitar a cada classe o grau de calor e de vibração necessários à sua fase particular de evolução, foram segregados em diferentes planetas, a diferentes distâncias do manancial central da Vida, o Sol. Esta é a razão de ser do nosso Sistema e de todos os outros Sistemas Solares do Universo.

Antes de descrever a evolução da nossa humanidade na Terra, depois de sua separação do Sol Central, é necessário, para manter a devida ordem, explicar a causa do lançamento ao Espaço dos planetas de nosso Sistema.

A manifestação ativa, particularmente no Mundo Físico, depende da separatividade, da limitação da vida pela forma. Porém, durante o intervalo entre Períodos e Revoluções, cessa a distinção entre a vida e a forma. Isto aplica-se não somente ao homem e aos reinos inferiores, mas também aos Mundos e Globos, as bases da forma para a vida evolucionante. Nesse noturno intervalo, subsistem somente os átomos-sementes e o núcleo ou centro dos Mundos-Globos. Tudo mais é uma substância homogênea e um só espírito compenetra todo o Espaço, Vida e Forma, polos positivo e negativo, é um só todo.

A este estado a mitologia grega chamou "Caos". A antiga mitologia escandinava e teutônica chamava-lhe "Ginnungagap", limitado ao norte pelo frio e nebuloso "Niflheim", a terra da umidade e da neblina, e aos sul, pelo ardente "Muspelheim". Quando o calor e o frio penetraram no espaço que ocupava o "Caos" ou "Ginnungagap" produziram a cristalização do Universo visível.

A Bíblia também emite essa idéia do espaço infinito, como predecessor da atividade do Espírito.

Em nossos atuais tempos de materialismo, lamentavelmente, perdemos a idéia de todo o significado dessa palavra Espaço. Acostumamo-nos a falar de espaço "vazio" ou do "grande nada" do espaço, e perdemos completamente o imenso e santo significado daquela palavra. Em consequência, somos incapazes de sentir o respeito que essa idéia de Espaço e Caos deveria fazer brotar em nossos corações.

Para os Rosacruzes, tal como para qualquer outra escola de ocultismo, não existe nada semelhante a esse vazio ou nada do espaço. Para eles o espaço é Espírito em atenuada forma, enquanto a matéria é espaço ou Espírito cristalizado. O Espírito manifestado é dual: a Forma é a manifestação negativa do Espírito, cristalizado e inerte. O polo positivo manifesta-se como Vida que galvaniza a forma negativa e a leva à ação, porém, ambos, a Vida e a Forma, originada em Espírito, Espaço e Caos.

Para termos uma idéia esclarecedora, tomemos da vida diária o exemplo da incubação de um ovo. O ovo é cheio de um fluido moderadamente viscoso. Submetido este fluido ao calor, à incubação, dessa substância fluídica, branda, sai um pinto com ossos duros, carne relativamente dura e coberto de peninhas até certo ponto duras também.

Pois bem, se um pinto vivo pode surgir de um fluido inerte, de um ovo, sem que se lhe junte substância exterior, será absurdo pretender que o universo seja Espaço ou Espírito cristalizado? Não há dúvida alguma, esta afirmação parecerá absurda a muitas pessoas, mas esta obra não foi escrita para convencer o mundo em geral de que estas coisas são assim. Foi escrita para os que intuitivamente sentem que essas coisas devem ser assim e para ajudá-los a ver a luz, como ao autor foi permitido, nesse Grande Mundo-Mistério. O objetivo especial do momento é demonstrar que o Espírito é ativo em todo tempo, de uma forma durante a Manifestação e de outra durante o Caos.

A ciência moderna sorriria ante a idéia de que a vida pudesse existir um Globo em formação. Isto é devido à ciência não poder dissociar a Vida da Forma, e só poder conceber a Forma quando se apresenta sólida, perceptível por algum dos nossos cinco sentidos.

O ocultista-cientista, de acordo com as definições dadas acimas sobre a Vida e a Forma, afirma que a Vida pode existir independentemente da Forma concreta. Podem existir formas não perceptíveis aos nossos atuais sentidos limitados, e não sujeitas a nenhuma das leis que regem o estado atual, concreto, da matéria.

É certo, a Teoria Nebular sustenta que toda existência (isto é, todas as formas, mundos do espaço e quaisquer formas que neles possam haver) surgiu da nebulosa ígnea, mas não reconhece o fato ulterior sustentado pela ciência oculta: a Nebulosa Ígnea é Espírito. Também não reconhece que toda a atmosfera que nos rodeia e o espaço entre Mundos, é Espírito, e que existe um intercâmbio constante entre a Forma dissolvendo-se em Espaço e o Caos cristalizando-se em Forma.

O Caos não é um estado que, tendo existido no passado agora tenha desaparecido completamente. É tudo que atualmente nos rodeia. Não poderia haver progresso se as formas velhas, que já prestaram toda sua utilidade, não estivessem a dissolver-se constantemente no Caos, e se este não desse nascimento também, continuamente, a novas formas. A obra da evolução cessaria e o estacionamento impediria toda possibilidade de desenvolvimento.

A frase "quanto mais amiúde morremos, tanto melhor vivemos" considera-se um axioma. Goethe, o poeta iniciado, disse:

Quem não sentiu nesta vida

Morrer e nascer sem cessar

Será sempre um triste hóspede

Sobre esta sombria terra.

Paulo disse: "Eu morro todos os dias".

Como estudantes de ciência oculta, precisamos compreender que, mesmo durante a manifestação ativa, o Caos é a base de todo progresso. Nossa atividade durante o caos decorre de nossa atuação na manifestação ativa. Vice-versa, tudo quanto somos capazes de realizar e de progredir durante a manifestação ativa é resultado da existência no Caos. A existência nos intervalos entre Períodos e Revoluções é muito mais importante para o crescimento da alma do que a existência concreta, se bem que, sendo esta última a base da primeira, não poderíamos passar sem ela. A importância do intervalo Caótico advém, durante esse período, das entidades evolucionantes de todas as classes estarem tão estreitamente unidas que em realidade se unificam. Em consequência, estando em estreito contato com os seres mais altamente desenvolvidos, as classes que alcançaram pouco desenvolvimento durante a manifestação experimentam e beneficiam-se de uma vibração superior à sua. Isto lhes permite reviver e assimilar as passadas experiências, o que era impossível enquanto estavam limitadas pela forma.

Já conhecemos os benefício que traz ao espírito do homem o intervalo entre a morte e o novo nascimento. Nesse intervalo, depois da morte, continua-se a empregar uma forma, mas muito mais atenuada do que o corpo denso. Nas Noites Cósmicas, nos intervalos de repouso entre Períodos e Revoluções há inteira libertação de toda forma, donde resulta que o benefício extraído de todas as experiências pode ser assimilado mais eficazmente.

Uma palavra foi empregada originalmente para expressar o estado das coisas entre manifestações. Entretanto, tem sido tão usada em sentido material que perdeu seu primitivo significado. Dita palavra é Gás.

Alguém julgará que esta palavra é muito antiga e tenha sido usada quase sempre como sinônimo de um estado de matéria mais sutil do que os líquidos. Não, esta palavra foi empregada pela primeira vez em "Física", obra que apareceu em 1663, escrita por Helmont, um Rosacruz.

Helmont não se intitulava a si mesmo Rosacruz. Nenhum verdadeiro Irmão o faz publicamente. Só os Rosacruzes conhecem o irmão Rosacruz. Nem ainda os mais íntimos amigos ou a própria família conhecem as relações de um homem com a Ordem. Os Iniciados, e só eles, conhecem os escritores do passado que foram rosacruzes porque, através de sua obras, brilham as inconfundíveis palavras, frases e sinais indicativos da significação profunda, oculta para os não iniciados. A Fraternidade Rosacruz é composta de estudantes dos ensinamentos da Ordem. Estes ensinamentos estão agora sendo dados publicamente porque a inteligência do mundo está em desenvolvimento e a nível para compreendê-los. Esta obra é um dos primeiros fragmentos públicos dos conhecimentos rosacruzes.

Tudo o que tem sido publicado como tal nos últimos anos, é obra de charlatões ou traidores.

Os Rosacruzes, tais como Paracelso, Comenius, Bacon, Helmont e outros, deram vislumbres em suas obras e influenciaram a outros. A grande controvérsia sobre as obras de Shakespeare (que fez sujar tantas penas de ganso e gastar tanta tinta, muito melhor empregadas em outros propósitos) nunca teria vindo a lume se fosse conhecido que a semelhança entre Shakespeare e Bacon é efeito da influência exercida sobre ambos, por um Iniciado, o mesmo que influenciou Jacob Boehme e um pastor de Ingolstadt, Jacobo Baldus, que viveu posteriormente a Bardo de Avon e escreveu versos líricos em latim. Lendo o primeiro poema de Jacobo Baldus com certa chave, de baixo para cima, aparecerá a seguinte sentença: "Anteriormente falei do outro lado do mar, por meio do drama; agora me expressarei liricamente".

Em sua "Física", o rosacruz Helmont escreveu: "Ad huc spiritus incognitum Gas voco", isto é: "A esse espírito desconhecido eu chamo Gás". Mais adiante, diz na mesma obra: "Esse vapor a que chamo Gás, não faz muito tempo foi tirado do Caos de que falavam os antigos".

Devemos aprender a pensar no Caos como o Espírito de Deus que compenetra todo o infinito. Segundo a máxima oculta, ver-se-á que, em sua verdadeira luz, "o Caos é a sementeira do Cosmos". E não mais nos perturbaremos ante a assertiva de que "se possa tirar alguma coisa do nada", porque Espaço não é sinônimo de Nada. Mantém em si os germes de tudo quanto existe durante a manifestação física, embora não contenha tudo completamente. Da fusão do Caos com o Cosmos há sempre e de cada vez, algo novo que antes não existia, que não se percebia, que permanecia latente. O nome desse algo é Gênio, a causa da Epigênese.

Aparece em todos os reinos e é a expressão do espírito progressivo no homem, no animal e na planta.

O Caos, portanto, é um nome santo, um nome que significa a causa de tudo o que vemos na Natureza. Inspira um grande sentimento de devoção a todo o ocultista experiente, verdadeiro e treinado, que contempla o mundo visível dos sentidos como uma revelação das potencialidades ocultas do Caos.

NASCIMENTO DOS PLANETAS

Para o homem poder expressar-se no Mundo Físico denso era necessário desenvolver um corpo apropriado. Este corpo deve ter órgãos diversos, membros, um sistema muscular que lhe permita mover-se, um cérebro que dirija e coordene os movimentos. Se as condições tivessem sido diferentes, o corpo seria modificado em harmonia com elas.

Todos os seres na escala da existência, elevados ou inferiores, necessitam possuir veículos quando desejam expressar-se em qualquer mundo. Até os Sete Espíritos ante o Trono devem possuir apropriados veículos, aliás, diferentes para cada um deles. Coletivamente, Eles são Deus, formam a Trindade Divina, que, através de cada um, manifesta-se de maneiras diferentes.

Não existe contradição alguma em atribuir multiplicidade a Deus. Não pecamos contra a "unidade" da luz por distinguirmos as três cores primárias em que se divide. A luz branca do Sol contém as sete cores do espectro.

O ocultista distingue até doze cores no espectro visível. Há cinco entre o vermelho e o violeta - fechando o círculo - além do vermelho, laranja, amarelo, verde, etc., de espectro visível. Quatro dessas cores são indescritíveis, mas a quinta, que está no meio dessas cinco, tem um tom parecido ao da flor de pessegueiro recém-aberta. É a cor do corpo vital. Os clarividentes treinados, descrevendo-a como "cinza-azulado" ou "cinza-avermelhado", procuram descrever uma cor que não tem equivalente no Mundo Físico, vendo-se por conseguinte obrigados a empregar os termos mais aproximados que lhes proporciona a linguagem comum.

A cor talvez nos permita conceber, melhor do que por outro modo qualquer, a unidade de Deus e dos Sete Espíritos ante o Trono. Veja-se o diagrama 11.

O branco de um triângulo surge de um fundo negro. O branco é um síntese, contém todas as cores, como Deus contém em Si todas as coisas do nosso Sistema Solar.

Dentro do triângulo branco há três círculos: azul, vermelho e amarelo. Todas as outras cores são simples combinações dessas três cores primárias. Esses círculos correspondem aos três aspectos de Deus, que não tem princípio e que terminam em Deus, se bem que só se exteriorizam durante a manifestação ativa.

Quando se misturam essas três cores, conforme se vê no diagrama, aparecem quatro cores adicionais: três cores secundárias, mistura de duas primárias, e uma cor, o índigo, que contém toda a gama de cores, formada das sete cores do espectro. Essas diferentes cores representam os Sete Espíritos ante o Trono. Diferentes são também os Sete Espíritos, que têm diferentes missões no Reino de Deus, o nosso Sistema Solar.

Os sete planetas que gravitam em torno do Sol são os corpos densos dos Sete gênios Planetários. Seus nomes são: Urano, com um satélite; Saturno com oito luas; Júpiter, com quatro; Marte com duas; a Terra com uma Lua; Vênus e Mercúrio ( Descobertas relativas a Astronomia desde que este livro foi escrito, atribuem 4 satélites a Urano, 9 a Saturno e 11 a Júpiter ).

Como os corpos são sempre ajustados a propósito de servir os corpos densos dos Sete Espíritos Planetários são esféricos. É a forma que melhor se adapta à enorme velocidade de sua viagem pelo espaço. A Terra, por exemplo, caminha na sua órbita à razão de 66.000 milhas (106.194 quilômetros) por hora.

O corpo humano, no passado, teve forma diferentes da que tem atualmente. A do futuro será também distinta da presente. Durante a involução era aproximadamente esférico, como ainda é, durante a vida antenatal. O desenvolvimento intra-uterino é uma recapitulação dos passados estados evolutivos. Nesse estado, o organismo desenvolve-se em forma esférica porque, durante a involução, as energias do homem era dirigidas para dentro, para construção dos próprios veículos, assim como o embrião se desenvolve dentro da esfera do útero.

TABELA DE VIBRAÇÕES

Os corpos denso e vital do homem tornaram-se eretos, mas os outros veículos superiores mantêm ainda a forma ovóide. No corpo denso, o cérebro, diretor e coordenador, está situado numa extremidade. É a posição menos favorável para tal órgão. Requer demasiado tempo para que os impulsos percorrendo de uma extremidade a outra, dos pés à cabeça, cheguem ao cérebro. Em casos de queimadura, a ciência tem demonstrado que se perde bastante tempo para a sensação ir da parte afetada ao cérebro e voltar de novo, o que origina o aumento das lesões da pele.

Os prejuízos desta imperfeição ficariam grandemente diminuídos se o cérebro estivesse no centro do corpo. As sensações e correspondentes respostas poderiam ser recebidas e transmitidas com muito maior rapidez. Nos planetas, esférico, o Espírito Planetário dirige os movimentos de seu veículo a partir do centro. O homem do futuro se arredondará novamente, como se vê no diagrama 12. Converter-se-á em esfera, o que lhe proporcionará muitas facilidades para mover-se em todas as direções, e, também, para combinar movimentos simultâneos.

O conceito Rosacruz do Cosmos ensina que está reservado aos planetas uma evolução ulterior. Quando os seres de um planeta se desenvolvem até certo grau, o planeta converte-se em sol, o centro fixo de um sistema solar. Se esses seres evoluem em maior grau ainda, aquele sol alcança o máximo de esplendor, transforma-se em zodíaco, convertendo-se, por assim dizer, em matriz de um novo Sistema Solar.

Dessa maneira, as grandes Hostes de Seres Divinos confinadas no Sol adquirem liberdade de ação sobre um número maior de estrelas, podendo afetar de diversas maneiras o sistema que está crescendo dentro da sua própria esfera de influência.

Os planetas, mundos portadores de homens, dentro do Zodíaco, estão constantemente sendo trabalhados por essas forças, de várias maneiras, de acordo com o grau de evolução alcançado.

O nosso Sol não pôde converter-se no que atualmente é enquanto não expulsou todos os seres insuficientemente evoluídos, incapazes de suportar o elevado grau de vibração e a grande luminosidade dos qualificados para aquela evolução. Todos os seres que se encontram nos diversos planetas ter-se-iam consumido se tivessem permanecido no Sol.

O Sol visível é o campo de evolução de seres muito superiores ao homem, porém, seguramente, não é o Pai dos outros planetas, como supõe a ciência material. Ao contrário, é uma emanação do Sol Central, da fonte invisível de tudo que existe em nosso Sistema Solar. O nosso Sol visível é como um espelho em que se refletem os raios de energia do Sol Espiritual. O Sol Real é tão invisível como o "homem real".

Urano foi o primeiro planeta arrojado da nebulosa, quando começou a diferenciação no Caos, ao alvorecer do Período Terrestre. Não havia luz alguma, exceto a luz difusa do Zodíaco. A vida que partiu com Urano é de caráter moroso. Por isso, diz-se, evoluciona mui lentamente.

Saturno foi o planeta expulso depois. É o campo de evolução da vida no estado evolutivo correspondente ao Período de Saturno. Diferenciou-se antes da ignição da nebulosa e, como todas as nebulosas que passam através do Período de Saturno evolutivo, não era fonte de luz, mas somente um refletor.

Pouco depois diferenciou-se Júpiter, quando a nebulosa estava já em ignição. O calor de Júpiter não é tão grande como o do Sol, Vênus ou Mercúrio. Seu imenso volume permite-lhe reter muito calor e, por isso, é um campo de evolução conveniente para seres muito desenvolvidos. Corresponde ao estado que a Terra alcançará no Período de Júpiter.

Marte é um mistério. Somente ligeiras informações podem ser dadas a seu respeito. Podemos dizer que a vida de Marte é de natureza pouco desenvolvida e que os chamados "canais" não são escavações na superfície do planeta mas correntes semelhantes à que passavam sobre o nosso planeta da Época Atlante cujos resíduos podem ser observados nas Auroras Boreais e Austrais. Fica assim explicada a mutabilidade observada pelos astrônomos nos canais de Marte. Fossem realmente "canais" e não poderiam estar mudando, porém, como são correntes que emanam dos pólos de Marte, estão sujeitos a tais desvios.

A Terra, incluindo a Lua, foi depois arrojada do Sol e, por último, aconteceu o mesmo a Vênus e a Mercúrio. A estes e a Marte nos referiremos mais tarde, ao falar da evolução do homem sobre a Terra. No momento não são necessárias maiores considerações.

A existência de luas em um planeta indica que na onda de vida evolucionante nesse planeta existem alguns seres demasiado atrasados para poderem continuar na evolução da onda de vida principal. Tiveram de ser afastados do planeta para não estorvarem o progresso dos adiantados, os precursores. Estão nesse caso os seres que habitam a nossa Lua. Quanto a Júpiter, é provável que os habitantes de três de suas luas possam reunir-se à vida do planeta-pai. Admite-se que uma delas, no mínimo, é uma oitava esfera, análoga à nossa própria Lua, onde se processa o retrocesso e a desintegração dos veículos adquiridos. É o resultado da demasiada aderência à existência material por parte de seres evolucionantes que chegaram a tão deplorável fim.

Netuno e seus satélites não pertencem propriamente ao nosso Sistema Solar. Os demais planetas ou, melhor dito, seus Espíritos, exercem influência sobre toda a humanidade. A influência de Netuno está restrita a uma classe especial, os astrólogos. O autor, por exemplo, tem sentido sua influência várias vezes, de maneira acentuada.

Quando os atrasados que, desterrados, evoluem em alguma lua realcançam seu posto e voltam ao planeta paterno, ou quando um retrocesso continuado origina a completa desintegração dos seus veículos, a Lua abandonada começa a uma órbita fixa durante milênios pode igualmente durar milênios depois de abandonada a lua. Do ponto de vista físico, girando ao redor do planeta, a Lua abandonada pode parecer ainda um satélite. Não obstante, no transcurso do tempo, conforme diminua a força de atração exercida pelo nosso sistema solar. Então, será lançada no espaço interplanetário, dissolvendo-se no Caos. Tais mundos mortos são como escória, e a expulsão é análoga à de um corpo estranho e duro que, introduzido no sistema humano, caminha e passa através da carne em direção à pele. Os asteróides ilustram esse ponto. São fragmentos de luas que um dia rodearam Vênus e Mercúrio. Os seres nelas confinados no passado são conhecidos esotericamente pelos nomes de "Senhores de Vênus" e de "Senhores de Mercúrio". Realçaram seu perdido desenvolvimento, na maior parte, graças ao serviço prestado à nossa humanidade, como adiante será descrito. Agora, salvos, estão no planeta progenitor, enquanto as luas em que habitaram desintegraram-se parcialmente, achando-se já além da órbita da Terra. Há outras luas "aparentes" no nosso sistema, porém o Conceito não as considera por estarem além do campo de evolução.

 

DIAGRAMA 12

 

CAPÍTULO XII - A EVOLUÇÃO DA TERRA

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