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O VINHO COMO FATOR DA EVOLUÇÃO

Para compreender a razão dessa omissão e os meios empregados para ocultar esse ensinamento, devemos retroceder ao princípio da história do homem e observar como, para seu próprio bem, ele tem sido guiado pelo Grande mestre da humanidade.

Segundo os ensinamentos da ciência oculta, a evolução na Terra é dividida em períodos chamados "Épocas". Até agora passaram-se quatro Épocas, que são denominadas respectivamente: Polar, ,Hiperbórea, Lemúrica e Atlante. A atual é chamada Época Ana.

Na primeira, ou Época Polar, o que hoje é humanidade possuía apenas Corpo Denso, tal como atualmente os minerais. Daí ter sido semelhante ao mineral.

Na segunda, ou Época Hiperbórea, um Corpo Vital foilhe acrescentado, de modo que o homem em formação passou a um estado semelhante ao das plantas. Não era uma planta, mas análogo a ela.

Na terceira, ou Época Lemúrica, o homem obteve seu Corpo de Desejos, ficando constituído analogamente ao animal - um homem-animal.

Na quarta, ou Época Atlante, recebeu a Mente, e agora no que concerne aos seus princípios, sobe ao palco da vida física como HOMEM.

Na presente, a quinta Época ou Época Ária, o homem desenvolverá, até certo ponto, o terceiro ou mais inferior aspecto de seu Tríplice Espírito - o Ego.

Roga-se ao estudante gravar de modo indelével em sua mente que no processo evolutivo e até o homem adquirir consciência própria, nada absolutamente foi deixado ao acaso.

Após obter autoconsciência, há uma certa margem para o exercício da vontade humana própria e individual que o capacita a desenvolver seus poderes espirituais-divinos.

Os Grandes Guias da humanidade a tudo consideram, inclusive o alimento do homem, pois isto tem muito a ver com o seu desenvolvimento. "Dizei-me o que comes e dir-te-ei quem es não é um ditado absurdo, mas uma grande verdade na Natureza.

O homem da primeira época era etéreo. Isto em nada contradiz a afirmação de que era análogo ao mineral, pois todos os gases são minerais. A Terra era inconsistente, não se havia solidificado ainda. Na Bíblia o homem chama-se Adão, e diz-se que foi feito da terra.

Caim é descrito como um agricultor. Ele simboliza o homem da Segunda Época e tinha um Corpo Vital análogo ao das plantas, que o sustentavam.

Na Terceira Época o alimento era obtido de animais viventes para suplementar o antigo alimento vegetal. O leite foi o meio utilizado para desenvolver o Corpo de Desejos, o que tornou a humanidade daquele tempo análoga ao animal. Este é o significado da frase bíblica "Abel era um pastor". Mas em parte alguma se diz que ele matava animais.

Na Quarta Época o homem evoluiu além do estado animal - tinha Mente. A atividade do pensamento esgota as células nervosas; mata, destrói e leva à decomposição. Por isso, o alimento do Atlante era, por analogia, constituído de cadáveres. Matavam para comer, razão pela qual a Bíblia diz que "Nimrod era um caçador poderoso". Nimrod representa o homem da Quarta Época.

Nesse meio tempo o homem desceu mais profundamente na matéria. Seu primeiro corpo etéreo formou o esqueleto interno que se tornou sólido. Perdeu também gradativamente a visão espiritual que possuía nas Épocas anteriores, pois assim estava determinado, isto é, ele estava destinado a recuperá-la num estágio superior, mais a consciência própria que até então não possuía. Tinha, porém, durante as primeiras quatro Épocas, um conhecimento maior do mundo espiritual. Sabia, por exemplo, que não morria e que quando seu corpo se gastava era como as folhas secas sendo descartadas pela árvore no outono - outro corpo nascia e ocupava seu lugar. Portanto ele não apreciava realmente as vantagens e oportunidades da existência concreta na vida terrena.

Era necessário, porém, que despertasse completamente para a grande importância desta existência concreta, a fim de que pudesse aprender tudo o que ela podia ensinar-lhe. Enquanto se sentia como um habitante dos mundos superiores, sabendo com certeza que a vida física não era senão uma pequena parte da existência real, não a levava suficientemente a sério. Não se aplicava ao aproveitamento das oportunidades de crescimento, próprias unicamente desta atual fase de existência. Desperdiçava seu tempo, não aproveitava os recursos do mundo, tal como, pela mesma razão, faz ainda o povo da índia.

O único meio de conseguir do homem a devida apreciação da existência física concreta, foi privá-lo da recordação da existência espiritual superior durante umas poucas vidas. Deste modo, durante sua vida terrena, não teve mais conhecimento positivo de qualquer outra vida, o que o compeliu a aproveitar-se dela e a vivê-la intensamente.

Religiões anteriores ao Cristianismo ensinaram o Renascimento e a Lei de Conseqüência, mas tempo chegou em que o conhecimento dessas doutrinas tornou-se inoperante, deixando de convir ao desenvolvimento do homem. E ignorá-las passou até a ser considerado um sinal de progresso, pelo que a idéia de uma só vida terrena devia prevalecer. Por tais motivos, o ensino público da religião Cristã não abarca as Leis de Conseqüência e do Renascimento. Todavia, como o Cristianismo é a religião da raça mais desenvolvida, tem que ser também a religião mais avançada. E por não ter incluído aquelas doutrinas nos seus ensinamentos públicos, a maior conquista do mundo material foi realizada pelas raças anglo saxônicas e teutônicas, nas quais este ponto de vista predominou.

Como vimos, em cada Época foi acrescentado ou modificado algo na alimentação do homem a fim de obter-se as condições apropriadas para atingir certos propósitos. Assim, um novo produto, o VINHO, foi adicionado à alimentação das épocas anteriores. Isto se fez necessário devido ao efeito entorpecedor dessa bebida sobre o princípio espiritual no homem, visto que nenhuma religião seria capaz de fazer-lhe esquecer sua natureza espiritual e obrigá-lo a pensar que era "um verme do pó", ou fazer-lhe acreditar que "caminhamos com a mesma força com que pensamos", embora não se pretendesse que ele pudesse ir tão longe assim.

Anteriormente só a água fora usada como bebida nas cerimônias e serviços do Templo, mas depois da imersão da Atlântida-continente que existiu entre a Europa e a América, no lugar ocupado agora pelo Oceano Atlântico - os que se salvaram da destruição começaram a cultivar a videira e a fazer vinho, conforme conta a Bíblia na história de Noé. Noé simboliza os remanescentes da Época Atlante, núcleo da Quinta Raça e, portanto, nossos progenitores.

O princípio ativo do álcool é um "espírito" e como a humanidade das primeiras Épocas usava os alimentos mais apropriados aos seus veículos, por isso mesmo esse espírito foi agregado na Quinta Época aos alimentos anteriormente usados pela humanidade evoluinte. Atuando sobre o espírito do homem da Quinta Raça, paralisou-o temporariamente, a fim de que conhecesse, estimasse e conquistasse o mundo físico e pudesse avaliar seu justo valor. Assim o homem esqueceu por algum tempo sua origem espiritual e apegou-se com tenacidade a esta forma de existência, que anteriormente desprezava, crente em que ela é tudo o que existe ou, pelo menos, é uma certeza preferível a um céu problemático que em seu estado atual não pode compreender.

A água vinha sendo usada somente nos Templos, mas agora isso mudou. "Baco", o Deus do vinho, apareceu, fazendo com que sob sua égide os povos mais avançados se esquecessem que há uma vida superior. Ninguém que ofereça tributo ao espírito mistificador do vinho de qualquer licor alcoólico (produto da fermentação e putrefação) poderá conhecer alguma coisa do Eu Superior, o verdadeiro Espírito, única fonte de toda vida.

Tudo foi uma preparação para a vinda de Cristo, portanto é da mais alta significação que o Seu primeiro ato tenha sido transformar "a água em vinho" (João 2: 2-11).

Reservadamente Cristo ensinou o Renascimento aos seus Discípulos. E não somente os ensinou com palavras, mas levou-os "à montanha", termo único místico que significa um lugar de Iniciação. No decurso da Iniciação, os discípulos viam por si mesmos que o Renascimento é um fato: Elias, de quem se havia dito que era também João Batista, apareceu a eles. Cristo mesmo já o dissera anteriormente em termos inequívocos, ao falar de João Batista: "Este é Elias que devia vir". Repetiu este ensinamento na cena da Transfiguração, dizendo: 'Elias já veio e não o conheceram, mas fizeram dele tudo o que quiseram". E "os discípulos então entenderam que Ele lhes falava de João Batista" (Mateus 17: 12-13). Nesta ocasião, e noutra em que Cristo discutia o renascimento com os Discípulos, estes disseram-Lhe que alguns pensavam que Ele era Elias, e outros que era um dos profetas que renascia. Aí Ele ordenou-lhes "que não dissessem isso a ninguém". (Mateus 17: 9; Lucas 9:21). Era um ensinamento esotérico que devia permanecer assim por milhares de anos, somente sabido de uns poucos precursores que se preparavam para esse conhecimento, alcançando por antecipação o estágio de desenvolvimento em que essas verdades serão novamente conhecidas por todos.

Que Cristo ensinou o Renascimento e a Lei de Conseqüência talvez não se evidencie tão claramente em qualquer outro caso como no do homem que nasceu cego, quando os discípulos lhe perguntaram: "Quem pecou, este homem ou seus pais, para que nascesse cego?" (João 9:2).

Se Cristo não tivesse ensinado as Leis do Renascimento e da Conseqüência, a resposta certamente teria sido: "E um absurdo! Como poderia ter pecado um homem antes de nascer, de modo a resultar-lhe em cegueira?" Mas Cristo não respondeu dessa forma. Não se surpreendeu com a pergunta, nem a considerou estranha, mostrando assim que ela estava em completa harmonia com os Seus ensinamentos. Portanto explicou: "Nem este homem pecou nem seus pais; mas isto é para que as obras de Deus se manifestem nele". (João 9:3).

A interpretação ortodoxa diz que o homem nasceu cego para que Cristo tivesse uma oportunidade de realizar um milagre, mostrando Seu poder. Estranha e caprichosa maneira essa de Deus obter glória, condenando um homem a muitos anos de cegueira e miséria para no futuro, "mostrar" o

Seu poder! Consideraríamos o homem que agisse de tal modo um monstro de crueldade.

Bem mais lógico é pensar que deve haver outra explicação. Atribuir a Deus uma conduta que, num ser humano, qualificaríamos com palavras muito duras, é totalmente irrazoável.

Cristo fazia distinção entre o corpo do homem fisicamente cego e o Deus interno nele, o seu Eu Superior.

O corpo físico não tinha cometido pecado algum. O Deus interno sim, cometera algum ato que originou aquela forma de sofrimento. Não é forçar a questão chamar um homem de Deus. Paulo disse: "Não sabeis que sois Deuses?" e referiu-se ao corpo humano como sendo o "Templo de Deus", o templo do espírito interno.

Finalmente, ainda que a maioria das pessoas não recorde suas vidas passadas, algumas há que recordam. E todos podem consegui-lo, desde que vivam de modo a poderem obter esse conhecimento. Requer grande fortaleza de caráter conhecer o destino iminente, que pode estar suspenso sobre nossas cabeças, negro e sinistro para alguns, manifestando-se como horrendo desastre. A Natureza ocultou-nos bondosamente o passado e o futuro para não nos roubar a paz da mente, impedindo o sofrimento antecipado daquilo que nos está reservado. Quando alcançarmos maior desenvolvimento aprendemos a aceitar com equanimidade todas as coisas, vendo em todo infortúnio o resultado de nossos passados erros. Então, sentir-nos-emos gratos por termos pago obrigações contraídas, sabendo que delas restarão cada vez menos, até o dia da libertação da roda dos nascimentos e mortes.

Quando uma pessoa morre na infância freqüentemente recorda essa vida no próximo renascimento, pois as crianças que morrem antes dos quatorze anos não percorrem a totalidade de um ciclo de vida, o que implicaria na construção da série completa de veículos novos. Simplesmente passam às regiões superiores do Mundo do Desejo e ali esperam um novo renascimento, o que geralmente ocorre entre um e vinte anos depois da morte. Quando renascem trazem consigo os antigos corpos mental e de desejos.

Se prestássemos atenção à tagarelice das crianças, muitas vezes poderíamos descobrir e recompor histórias tais como a seguinte:

UMA HISTÓRIA NOTÁVEL

Um dia em Santa Bárbara, Califórnia, um homem chamado Roberts procurou um clarividente treinado e teósofo, e também conferencista, para pedir-lhe ajuda num caso muito invulgar. O Sr. Roberts passeava pela rua no dia anterior, quando uma menina de uns três anos correu para ele, abraçou-lhe os joelhos, chamando-o "papai". O Sr. Roberts indignou-se, julgando que alguém procurava atribuir-lhe a paternidade da criança. Mas a mãe da criança chegou rapidamente e, tão surpresa quanto o Sr. Roberts, tentou levá-la. Contudo, a menina não queria largá-lo, insistindo em que o Sr. Roberts era seu pai. Devido a circunstâncias que depois mencionamos, o Sr. Roberts não pôde afastar essa cena do pensamento, resolvendo procurar o clarividente, que o acompanhou até a casa dos pais da menina. Esta, ao vê-lo, correu novamente para ele, chamando-o outra vez de papai. O clarividente, a quem chamaremos X, primeiramente conduziu a menina para perto da janela a fim de verificar se a íris do seu olho dilatava-se e contraia-se conforme se afastasse ou se aproximasse da luz. Isto comprovaria se alguma outra entidade que não fosse a legítima dona estava de posse do corpo da menina, posto que o olho é a janela da alma e nenhuma entidade "obsessora" pode controlar essa parte do corpo. Concluindo que a menina era normal, o clarividente passou cuidadosamente a inquirir a pequena. Depois de paciente trabalho efetuado durante a tarde, e com intermitência para não cansá-la, eis o que ela contou:

Vivera com seu pai, o Sr. Roberts, e outra mamãe numa casinha solitária, de onde não se via nenhuma outra casa. Próximo havia um arroio, em cuja margem cresciam algumas flores (nesse ponto a menina correu para fora, trazendo na volta alguns amentos). Havia também uma tábua sobre o arroio, tendo sido advertida para não cruzá-lo através da mesma no receio de que caísse. Um dia o pai abandonou-as, a ela e à mãe, para não mais voltar. Quando acabaram os alimentos sua mãe deitou-se na cama, onde ficou muito quieta. Por fim, disse singularmente: "então eu também morri, mas não morri. Eu vim para cá."

Era a vez de o Sr. Roberts contar a sua história: há dezoito anos vivera em Londres, onde o pai era cervejeiro. Apaixonando-se pela jovem criada da casa, o pai opôs-se, mas ele casou e fugiu com ela para a Austrália. Ali, rumaram para o campo, construíram uma pequena granja, e edificaram uma casinha junto a um arroio, exatamente como dissera a menina. Então nasceu-lhes uma filha. Um dia, quando esta tinha perto dos dois anos, o pai saiu cedo com destino a uma clareira algo distante da casa. Ali um homem armado deu-lhe voz de prisão, alegando que ele fora o autor do roubo de um banco justamente na noite em que deixara a Inglaterra. O Sr. Roberts pediu então que lhe fosse permitido ver sua mulher e filhinha. O guarda recusou, julgando tratar-se de uma armadilha para fazê-lo cair nas mãos dos confederados, e obrigou-o, de arma apontada, a caminhar até a costa. Dali foi enviado à Inglaterra e submetido a julgamento, quando pôde provar sua inocência.

Muito tempo se passou até que as autoridades atendessem seus constantes rogos para que fossem buscar sua esposa e filha as quais já presumia quase mortas de fome naquele país selvagem e isolado. Mais tarde, uma expedição foi enviada à cabana e não encontraram mais que os esqueletos de ambas. Entrementes o pai do Sr. Roberts havia morrido e, embora o houvesse deserdado, seus irmãos dividiram com ele a herança. Então, completamente aniquilado, viajou para a América.

O Sr. Roberts exibiu na ocasião algumas fotos suas, de sua esposa e da filha. Por sugestão do Sr. X foram elas misturadas com certo número de outras e mostradas à menina, que sem vacilar assinalou as fotografias de seus antigos pais, mesmo tendo o Sr. Roberts mudado bastante em seu aspecto físico.

SEGUNDA PARTE - COSMOGÊNESE E ANTROPOGÊNESE

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