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O CORPO DE DESEJOS

Max Heindel

 

 

Parte III

Capítulo V

Relação com a Consciência

Para entender o grau de consciência que resulta da posse dos veículos usados pela vida que evolui nos quatro reinos, dirigimos nossa atenção para o diagrama 4 (Conceito Rosacruz do Cosmos) que mostra que o homem, o Ego, o Pensador, penetrou na Região Química do Mundo Físico. Aqui ele dirigiu todos os seus veículos de modo a atingir o estado de consciência consciente. Está aprendendo a controlar seus veículos. Os órgãos do corpo de desejos e da mente não estão ainda desenvolvidos. A mente não é nem mesmo um corpo. No presente, ela é um simples elo, um revestimento para o uso do Ego como um ponto focalizador. É o último dos veículos construídos. O Espírito trabalha gradualmente desde a mais fina até a mais densa substância, os veículos também da mesma forma. O corpo denso foi construído primeiro e agora está no seu quarto estágio de densidade; o corpo vital está no seu terceiro estágio. O corpo de desejos está no segundo, daí ter ainda a forma de nuvem, e o revestimento da mente é ainda mais sutil. Como estes veículos ainda não desenvolveram órgãos, é claro que eles, sozinhos, seriam inúteis como veículos de consciência. O Ego, no entanto, penetra no corpo denso e conecta estes veículos sem órgãos com os centros dos sentidos e, então, atinge o estado de consciência de vigília no Mundo Físico.

O estudante deve particularmente notar que é por causa desta conexão com o mecanismo desse corpo denso, tão maravilhosamente organizado, que estes veículos superiores tornam-se valiosos no presente. Ele evitará, assim, um erro muito freqüente praticado por aqueles que, quando adquirem conhecimento de que há corpos superiores, começam a desprezar o corpo denso, a falar dele como se fosse "baixo" e "vil", voltando seus olhos para o céu e desejando poder, em breve, deixar esta massa informe de barro e voar em seus "veículos superiores".

Parece estranho, mas, no entanto, é verdade que a grande maioria da humanidade está parcialmente dormindo a maior parte do tempo, apesar de seus corpos físicos parecerem estar intensamente ocupados trabalhando. Sob condições comuns, o corpo de desejos da grande maioria é a parte mais desperta do homem, o qual vive quase completamente de sentimentos e emoções, mas raramente pensa no problema da existência além do necessário para manter seu corpo e sua alma juntos. Muitos, provavelmente, nunca pensaram seriamente nas grandes questões da vida. "De onde viemos? Por que estamos aqui? Para onde vamos?" Seus corpos vitais são mantidos ativos reparando o destruição que o corpo de desejos provoca no veículo físico e abastecendo com vitalidade, a qual é, mais tarde, gasta ao gratificar os desejos e emoções.

É esta batalha renhida entre o corpo vital e o de desejos que gera consciência no Mundo Físico e faz o homem e a mulher tão intensamente alertas que, do ponto de vista do Mundo Físico, parece ser mentira a nossa afirmativa de que eles estão parcialmente adormecidos. No entanto, examinando todos os fatos, chegaremos à conclusão de que é assim e podemos também dizer que este estado de coisas aconteceu sob o desígnio das Grandes Hierarquias que têm a seu cargo a nossa evolução.

A fortaleza do corpo de desejos está nos músculos e no sistema nervoso cérebro-espinhal. A energia despendida por uma pessoa quando está trabalhando agitadamente ou irritadamente é um exemplo disto. Nestes momentos, o sistema muscular está todo tenso e não há trabalho mais exaustivo que um "ataque de mau humor". Às vezes, deixa o corpo prostrado por semanas. Há necessidade de melhorar o corpo de desejos, controlando o humor e assim poupando o corpo denso do sofrimento resultante de uma ação desgovernada do corpo de desejos.

Do ponto de vista oculto, toda consciência no Mundo Físico é o resultado da constante guerra entre o corpo de desejos e o vital.

A tendência do corpo vital é suavizar e construir. Sua expressão máxima é o sangue, as glândulas e também o sistema nervoso simpático, tendo obtido ingresso na fortaleza do corpo de desejos (o sistema nervoso voluntário e o sistema muscular) quando começou a desenvolver o coração como um músculo voluntário.

A tendência do corpo de desejos é enrijecer e ele, por sua vez, invadiu o domínio do corpo vital, apoderando-se do baço e criando os glóbulos brancos do sangue, que não são "os defensores do sistema" como a ciência pensa, mas destruidores através de todo o corpo. Eles passam pelas paredes das artérias e veias toda vez que temos um aborrecimento e, principalmente, nas horas de muita raiva. Então, a agitação das forças no corpo de desejos faz com que artérias e veias inchem e abram caminho para a passagem dos glóbulos brancos, para o interior dos tecidos do corpo onde propiciam a formação de matéria terrosa que mata o corpo.

Durante o estado de vigília, há uma luta constante entre o corpo vital e o de desejos. Os desejos e os impulsos estão constantemente invadindo o corpo denso, impelindo-o à ação e desprezando o prejuízo que lhe possa ser causado com o objetivo de gratificar o desejo.

É o veículo de desejos que impele o beberrão a encher seu sistema de álcool, de forma que a combustão química da bebida alcoólica eleve as vibrações do corpo denso a tal ponto que o torne uma ferramenta de todo impulso desequilibrado, esbanjando sua energia armazenada.

O corpo de desejos é o veículo de nossas emoções, sentimentos e desejos que gasta as energias do corpo denso pelos processos vitais, através do controle do sistema nervoso voluntário ou cérebro-espinhal. Nas suas atividades, este corpo está constantemente destruindo o tecido construído pelo corpo vital e a guerra entre estes dois veículos causa o que chamamos de consciência no Mundo Físico. As forças etéreas do corpo vital agem de tal forma que convertem o máximo do alimento em sangue, e esta é a maior função do corpo vital.

O baço é a porta de entrada do corpo vital. Nele, a força solar, que é abundante na atmosfera, entra fluindo ininterruptamente para ajudar-nos no processo vital, e lá a guerra entre o corpo de desejos e o vital é travada de maneira ainda mais acirrada.

Pensamentos de preocupação, medo e raiva interferem no processo de evaporação do baço. O resultado é uma partícula de plasma que é imediatamente apoderada por um elemental do pensamento, que forma um núcleo e se incorpora dentro dele. Então, ele começa a viver uma vida de destruição, unindo-se com outros resíduos e elementos em decomposição formados e fazendo do corpo uma casa sepulcral ao invés do templo habitado pelo Espírito.

Esta destruição é constante e é impossível manter os destruidores fora de ação, não sendo esta a intenção. Se o corpo vital tivesse controle ininterrupto, ele cresceria sem parar, usando toda sua energia neste objetivo. Não haveria consciência ou pensamento. Isto é devido a que o corpo de desejos refreia e endurece as partes interiores que a consciência desenvolve.

Como já foi anteriormente explicado, o corpo de desejos é um inorganizado ovóide que envolve o corpo denso como se esse fosse uma mancha escura dentro dele, do mesmo modo como a clara de ovo envolve a gema. Há um número de centros sensoriais no ovóide que apareceram desde o início do Período Terrestre. No ser humano comum, estes centros aparecem simplesmente como remoinhos em uma corrente e não estão agora despertos; daí, o corpo de desejos não estar sendo usado como um veículo de consciência separado; porém, quando estes centros sensoriais despertarem, eles se transformarão em vórtices.

 

 

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PARTE III CAP VI