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O CORPO DE DESEJOS

Max Heindel

 

 

Parte II

Origem e Desenvolvimento do Corpo de Desejos do Homem

Capítulo I

Através dos Períodos Setenários

 

O esquema evolutivo é realizado através dos cinco Mundos em sete grandes Períodos de Manifestação durante os quais o Espírito Virginal ou vida evolucionante se converte primeiramente em homem e depois em Deus.

Na terminologia Rosacruz os nomes dos sete Períodos são os seguintes:

1 - Período de Saturno

2 - Período Solar

3 - Período Lunar

4 - Período Terrestre

5 - Período de Júpiter

6 - Período de Vênus

7 - Período de Vulcano

Os três primeiros períodos mencionados ( Saturno, Solar e Lunar) pertencem ao passado. Estamos atualmente no quarto período, o Terrestre. Quando este Período Terrestre de nosso Globo se completar, nós e a Terra passaremos através das condições de Júpiter, Vênus e Vulcano antes do Grande Dia Setenário de Manifestação chegar ao fim, quando tudo o que agora existe imergirá uma vez mais no Absoluto para um período de descanso e assimilação dos frutos de nossa evolução, para reemergir para um mais elevado desenvolvimento de um outro Grande Dia.

Os três Períodos e meio já passados foram empregados na aquisição de nossos veículos e da consciência atual. Os três Períodos e meio restantes serão dedicados ao aperfeiçoamento desses veículos e à expansão da consciência até ponto equivalente à onisciência.

Vimos que o homem é um organismo muito complexo, consistindo de:

(1) Corpo Denso, que é a sua ferramenta em ação;

(2) Corpo Vital, um veículo de "vitalidade" que torna a ação possível;

(3) Corpo de Desejo, de onde vem o Desejo e que impele à ação;

(4) Mente, um freio aos impulsos, dando sentido à ação;

(5) Ego, que atua e ganha experiência da ação.

O Espírito Humano e o corpo de desejo começaram sua evolução no Período Lunar e são portanto os pupilos especiais do Espírito Santo.

Aprendemos, ao estudar o Conceito Rosacruz do Cosmos, que nosso corpo de desejo foi gerado no Período Lunar. Se desejamos obter um quadro mental da maneira como as coisas eram então, observemos a ilustração de um feto como mostrada em qualquer livro de anatomia. Há três partes principais: a placenta, preenchida de sangue materno, o cordão umbilical, que conduz essa fonte vital, e o feto, que é desse modo nutrido desde o estado embrionário até à maturidade. Imagine agora, naquela época distante, o firmamento como uma imensa placenta da qual dependiam milhões de cordões umbilicais, cada um com seu apêndice fetal. Através de toda a família humana, então em formação, circulava uma única essência universal do desejo e da emoção, gerando em todos os impulsos de ação que ora estão manifestados em cada fase do trabalho do mundo. Esses cordões umbilicais e apêndices fetais foram moldados da matéria úmida de desejo pelas emoções dos Anjos lunares, enquanto as correntes ígneas de desejo que estavam se esforçando em impulsionar a vida latente na humanidade então em formação eram ígneos guerreiros Espíritos Lucíferes. A cor daquela primeira e lenta vibração que eles puseram em movimento naquela matéria de desejo emocional era vermelha.

No Período Lunar foi necessário reconstruir-se o corpo denso para torná-lo capaz de ser interpenetrado pelo corpo de desejo, e também de desenvolver o sistema nervoso, os músculos, as cartilagens e o esqueleto rudimentar. Essa reconstrução foi o trabalho da Revolução de Saturno do Período Lunar.

Na segunda ou Revolução Solar, o corpo vital foi também modificado para torná-lo capaz de ser interpenetrado por um corpo de desejo e também foi adaptado ao sistema nervoso, aos músculos, esqueleto etc. Os Senhores da Sabedoria também ajudaram os Senhores da Individualidade em seu trabalho.

Dessa substância úmida (no Período Lunar) foi construído o corpo mais denso desses "Homens-aquosos". O pensamento forma para o corpo denso foi consolidado em um gás úmido e o pensamento forma de nosso corpo vital atual desceu ao Mundo de Desejo. Foi formado de matéria de desejo. A esse corpo duplo foi adicionado, no Período Lunar, o pensamento forma para o nosso atual corpo de desejo e os Serafins despertaram o terceiro aspecto do Espírito Virginal: "o Espírito Humano". O Espírito Virginal tornou-se um "Ego"; daí que, no final do Período Lunar, o homem-em-formação possuía um tríplice Espírito e um tríplice corpo.

Vemos assim que, no final do Período Lunar, o homem possuía um tríplice corpo em vários estados de desenvolvimento e ainda possuía o germe do Tríplice Espírito. Ele tinha corpos denso, vital e de desejo, e Espíritos Divino, de Vida e Humano. Só lhe faltava o elo para uni-los.

No final do Período Lunar, essas classes possuíam os veículos como estão classificados no Diagrama 10 e, com eles, principiaram no começo do Período Terrestre. Durante o tempo decorrido desde então, o reino humano vem desenvolvendo o material do elo mental e tem assim alcançado total despertar de consciência. Os animais obtiveram um corpo de desejo e as plantas, o corpo vital. Os extraviados da onda de vida que entraram na evolução no Período Lunar, escaparam das duras e rápidas condições da formação das rochas e, agora, seus corpos densos compõem nossos solos mais macios, enquanto a onda de vida que entrou na evolução no atual Período Terrestre forma as duras rochas e pedras.

Todos da Classe 2 cujos corpos de desejos estavam em condições de serem divididos em duas partes (como foi o caso de todos os da Classe 1), e que podiam atuar em veículos humanos, avançaram para o grupo humano.

Devemos reparar cuidadosamente que, nos parágrafos anteriores, faz-se referência às formas, não à Vida que habita a Forma. O instrumento está ajustado para servir à vida que nele habita. Os da Classe 2, em cujos veículos podia ser feita a divisão acima mencionada, elevaram-se ao reino humano, mas receberam o Espírito interno num momento posterior aos da classe 1. Por conseqüência, eles não estão agora tão evoluídos quanto os da Classe 1 e formam as raças humanas inferiores.

Aqueles cujos corpos de desejos eram incapazes de divisão foram colocados nas mesmas condições das Classes 3a e 3b. Eles são os antropóides atuais. Eles poderão, porém, seguir a nossa evolução se atingirem um grau de adiantamento suficiente antes do ponto crítico já mencionado, que virá no meio da Quinta Revolução. Se não nos alcançarem até essa época, eles terão perdido contato com nossa evolução.

Foi dito que o homem construiu seu tríplice corpo com a ajuda de seres superiores a ele, mas no Período anterior não havia poder coordenador; o Tríplice Espírito, o Ego, estava separado e afastado de seus veículos. Agora chegou o momento para a união do Espírito com o corpo.

Quando o corpo de desejo separou-se, a parte superior passou de algum modo a dominar a parte inferior e os corpos denso e vital. Isso formou uma espécie de alma-animal com a qual o Espírito podia se unir através do elo da mente. Onde não houve divisão do corpo de desejo, o veículo ficava à mercê de desejos e paixões sem nenhum controle, e, portanto, não podia ser usado como um veículo interno capaz de ser a morada do Espírito. Por isso, ele foi posto sob a direção de um Espírito-Grupo que o governava de fora. Tornou-se um corpo animal, e essa espécie degenerou-se no corpo de um antropóide.

Quando ocorreu a divisão do corpo de desejo, o corpo denso assumiu gradualmente a posição vertical, tirando assim a espinha dorsal da influência das correntes horizontais do Mundo de Desejo no qual o Espírito-Grupo age sobre o animal através da espinha dorsal horizontal. Então o Ego podia entrar, trabalhar, e expressar-se através da espinha dorsal vertical e construir a laringe vertical e o cérebro para sua manifestação adequada no corpo denso. A laringe horizontal também acha-se sob o domínio do Espírito Grupo. Embora seja verdade que alguns animais como o estorninho, o corvo, o papagaio, etc. anteriormente mencionados, sejam, por causa da posição vertical de suas laringes, capazes de emitir palavras, eles não podem usá-las com discernimento. O uso das palavras para expressar pensamentos é o mais elevado privilégio humano e pode ser exercido apenas por um ser capaz de raciocinar e pensar como o homem.

Na Época Polar, o homem adquiriu o corpo denso como um instrumento de ação. Na Época Hiperbórea, foi adicionado o corpo vital para dar poder de movimento necessário à ação. Na Época Lemúrica, o corpo de desejo forneceu incentivo à ação.

Na terceira época, a Lemúrica, o homem cultivou um corpo de desejo, um veículo de paixões e emoções, e possuía a mesma constituição de um animal. Então o leite, um produto dos animais vivos, foi acrescentado à sua dieta alimentar por ser essa substância mais facilmente influenciada pelas emoções. Abel, o homem dessa época, é descrito como sendo um pastor. Em nenhum lugar está escrito que ele tenha matado um animal para se alimentar.

A terceira Época, a Lemúrica, apresenta condições análogas às do Período Lunar, porém mais densas. O coração ígneo da Terra estava no centro, a água fervente em ebulição em seguida, e a atmosfera em vapor ou "névoa-de-fogo" por fora; por conseguinte, "Deus havia separado a terra das águas", como está no Gênesis, a densa umidade do vapor, e ali vivia o homem em ilhas da crosta sólida em formação espalhadas no mar de fogo ou água fervente. Sua forma era, então, bastante firme e sólida, possuía tronco, membros e a cabeça começava a se formar. Foi-lhe adicionado o corpo de desejos e o homem foi posto sob o domínio dos Arcanjos.

No passado distante, quando o homem estava em contato com os mundos "internos", o corpo pituitário e a glândula pineal eram os seus meios de ingresso nesses mundos e irão novamente servir a esses propósitos num estágio posterior. Estavam conectados com o sistema nervoso involuntário ou simpático. O homem estão viu os mundos internos, como no Período Lunar, na parte mais recente da Época Lemúrica e nos primórdios da Época Atlante. As imagens apresentavam-se elas próprias bastante independentes de sua vontade. Os centros de sentido de seu corpo de desejos estavam girando no sentido contrário aos ponteiros dos relógios (seguindo negativamente os movimentos da Terra, que gira em torno do eixo nessa direção) como os centros de sentidos dos "médiuns" o fazem até hoje em dia. Em muitas pessoas, esses centros sensoriais estão inativos, mas o verdadeiro desenvolvimento vai fazer com que eles se movam no sentido dos ponteiros dos relógios.

A mente foi dada ao homem na Época Atlante para objetivar a ação, mas como o Ego estava extremamente fraco e a natureza de desejo forte, a mente nascente fundiu-se com o corpo de desejo; resultou daí a faculdade de Astúcia que foi a causa de toda fraqueza na terceira metade da Época Atlante.

Num futuro distante, o corpo de desejo do homem tornar-se-á definitivamente organizado como se encontram os corpos vital e denso. Quando esse estágio for atingido, todos nós teremos o poder de funcionar no corpo de desejo como agora fazemos no corpo denso, que é o mais antigo e melhor organizado dos corpos do homem, sendo o corpo de desejos o mais novo deles.

Na Época Hiperbórea, antes de o homem possuir o corpo de desejos, havia apenas um modo universal de comunicação e, quando o corpo de desejo se tornar suficientemente purificado, todos os homens estarão novamente capacitados a se entenderem, pois então a separativa diferenciação de Raça terá sido ultrapassada.

O corpo de desejo teve sua formação iniciada no Período Lunar, foi reconstruído no Período Terrestre e será modificado para melhor no Período de Júpiter, alcançando a perfeição no Período de Vênus.

O Globo D do Período de Vênus acha-se localizado no Mundo do Desejo (veja Diagrama 8 do Conceito Rosacruz do Cosmos), por isso nem um corpo denso nem um vital seria usado como um instrumento de consciência, daí que as essências do perfeito corpo denso e do vital estarão incorporadas no corpo de desejos completo, esse último tornando-se um veículo de qualidades transcendentes, maravilhosamente adaptado e tão sensível ao menor desejo do Espírito interno que, em nossas limitações atuais, ultrapassa os limites de nossa concepção.

Porém, a eficiência de até mesmo esse veículo esplêndido será transcendida quando, no Período de Vulcano, sua essência, junto com as essências dos corpos denso e vital, for adicionada ao corpo mental, que se tornará o mais elevado dos veículos do homem, contendo dentro de si a quintaessência de tudo o que for de melhor de todos os veículos.

 

 

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PARTE III