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CARTA Nº 38

Janeiro de 1914

O QUE O DISCÍPULO PODE ESPERAR DO MESTRE

 

Cristo disse: "Pelos seus frutos os conhecereis". Suponhamos que uma erva daninha pudesse falar. Acreditaríamos em suas pretensões se ela declarasse ser uma parreira? Certamente não; nós procuraríamos os seus frutos e, a menos que ela fosse capaz de produzir uvas, os seus protestos - não importa quão alto os pudesse fazer - não nos causariam impressão. Nós somos suficientemente prudentes em assuntos materiais para nos precavermos contra decepções. Então, por que não aplicamos o mesmo princípio para outros departamentos da vida? Por que não usar sempre o bom senso? Se assim fizéssemos, ninguém nos poderia impor os seus pontos de vista em assuntos espirituais, pois cada reino da natureza é governado por uma lei natural, e a analogia é a chave mestra de todos os mistérios e uma proteção contra as decepções.

A Bíblia ensina-nos, muito claramente, que nós não deveríamos testar os espíritos e, portanto, julgá-los. Se fizermos isto, nunca seremos enganados pelos que se auto-intitulam mestres. Evitaríamos muita tristeza e ansiedade, tanto para nós, como para nossos familiares e para a Fraternidade que amamos.

Analisemos o assunto e vejamos o que temos o direito de esperar de alguém que diz ser um mestre. Para isso, devemos primeiramente fazer-nos a pergunta: "Qual o propósito da existência no universo material? " Podemos responder dizendo que é a evolução da consciência. Durante o período de Saturno, quando a nossa constituição era semelhante a dos minerais, nossa consciência era como a do médium expulso do seu corpo por espírito controladores numa sessão espírita de materialização, na qual uma grande parte dos éteres que compõem o corpo vital, foi removida. Então, o corpo denso está em transe muito profundo. No Período Solar, quando a nossa constituição era semelhante à das plantas, a nossa consciência permanecia como no estado de sono sem sonhos, no qual o corpo de desejos, a mente e o espírito estão fora, deixando os corpos físico e vital no leito. No Período Lunar, tivemos uma consciência pictórica, correspondente ao sono com sonhos, quando o corpo de desejos está parcialmente separado dos corpos denso e vital. Agora, no Período Terrestre, a nossa consciência foi aumentada para abarcar objetos fora de nós próprios, mediante uma posição concêntrica de todos os nossos veículos, como acontece quando estamos despertos.

Durante o Período de Júpiter, os globos sobre os quais progrediremos, estarão situados como estiveram no Período Lunar. E a consciência pictórica interna, que então possuiremos, será exteriorizada, pois o Período de Júpiter está no arco ascendente. Assim, no lugar de ver os quadros dentro de nós, seremos capazes, quando falarmos, de projeta-los sobre a consciência daqueles a quem são endereçados.

Por conseguinte, quando alguém se intitula um Mestre, deve ser capaz de comprovar a afirmação desta maneira, pois os Mestres verdadeiros, os Irmãos Maiores, que estão agora preparando as condições de evolução que se deve obter durante o Período de Júpiter, têm a consciência pertencente àquele Período. Portanto, são capazes, e sem esforço algum, de usar esta linguagem pictórica externa e através dela provar a sua identidade. Só eles são capazes de guiar outros com segurança. Aqueles que não se desenvolveram a tal ponto, podem estar até iludidos a seu próprio respeito e imbuídos de boas intenções, mas não são dignos de confiança, não devemos dar-lhes crédito. Esta é uma aferição absolutamente infalível, e as pretensões de quem não pode mostrar seus frutos não tem maior valor do que a erva daninha mencionada no nosso parágrafo inicial.

Todos os Irmãos Maiores da Ordem Rosacruz possuem este atributo, e eu confio que nenhum dos nossos estudantes se proporá, no futuro, a seguir exercícios ou cerimônias praticadas por pessoas que sejam incapazes de apresentar resultados positivos e exemplos vivos e elevados no seu mister.

 

 

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