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CARTA Nº 25

Dezembro de 1912

A MENSAGEM MÍSTICA DO NATAL

 

Sinos de Natal! Quem já não sentiu essa magia nos dias da sua infância, antes que a dúvida se insinuasse em seu coração, abalasse e despedaçasse as idéias incutidas pela Igreja? O mesmo sino repica na Igreja aos domingos e chama para a oração em todos os dias da semana. Mas há no dia de Natal outro timbre, um soar desusadamente festivo, algo que nós atribuímos à imaginação infantil. Perdemos este algo, no entanto, congratulamo-nos por estar emancipados daquilo que é chamado "as fantasias da Igreja." Wordsworth, na sua "Ode à imortalidade", expressou o agudo sentimento de pesar pela perda dos ideais da infância, pois nada no mundo pode ocupar esse lugar. Podemos ser abençoados quando o "enlevo" da juventude se desvanece e as concepções intelectuais extinguem as chamadas "superstições".

Paulo exortou-nos a estar sempre preparados para dar uma razão à nossa fé, e existe uma razão mística para as várias práticas da Igreja, as quais têm sido transmitidas às gerações desde a mais remota antiguidade. O costume de tocar o sino quando a vela acende sobre o altar, foi iniciado por videntes espiritualmente iluminados para demonstrar a unidade cósmica da Luz e do Som. O badalo metálico do sino traz a mensagem mística de Cristo à humanidade, tão claramente hoje como da primeira vez que Ele anunciou o amoroso convite: "Vinde a Mim todos os que estão cansados e oprimidos e Eu vos aliviarei". Assim, o sino é um símbolo de Cristo. "A Palavra", quando nos chama do trabalho à devoção ante o altar iluminado, vem ao nosso encontro como "A Luz do Mundo".

O festivo sentimento que despertam os sinos de Natal é produzido por causas cósmicas ativas nesta época do ano, e a estação atual é verdadeiramente santa, como agora veremos. Os que estudam a ciência das estrelas consideram os signos do Zodíaco um conjunto sonoro cósmico, cada signo vibrando com um atributo particular. Como as órbitas em marcha circulam em caleidoscópica procissão, de signo em signo, numa combinação sempre variável, os acordes da harmonia cósmica, conhecidos pelos místicos como a "música das esferas", emitem um eterno hino de oração e glorificação ao Criador. Esta não é uma idéia fantástica, mas um fato real, perceptível ao vidente e capaz de ser demonstradas aos pensadores pelos seus efeitos. A harmonia das esferas não é um som monótono; varia dia a dia, mês a mês, conforme o Sol e os planetas cruzam signo após signo em suas órbitas. Há também épocas de variações anuais devido à precessão dos equinócios. Há uma infinita variedade na música das esferas, como realmente deve ser, pois esta constante mudança de vibrações espirituais é a base da evolução física e espiritual. Se cessasse por um só instante, o Cosmos converter-se-ia em Caos.

Como demonstração, observemos a Natureza e a qualidade da vida de amor que flui pela estrela de Cristo, o Sol, quando o beligerante signo de Áries, o Carneiro, transita na Primavera. O amor sexual é a nota-chave da natureza; todas as energias são aplicas na geração e, assim, predominam as inclinações passionais. Comparemos isto como o efeito do Sol em Dezembro, quando se acha focalizado através do benevolente Sagittarius, regido pelo planeta Júpiter. Seus raios conduzem à religião e à filantropia, o ar vibra com a generosidade, e a vida de amor da estrela-Cristo encontra a sua mais alta expressão neste signo análogo. Externamente reina a tristeza do inverno (Hemisfério Norte), pois o símbolo visível da "Luz do Mundo" obscureceu-se, mas, na noite mais escura do ano, os cânticos de Natal evocam uma pronta resposta aos sentimentos do Natal, que nos tornam todos irmãos, filhos do Pai que está nos Céus.

Possa a mística música dos cânticos de Natal despertar as cordas mais ternas do seu coração, e possa a nota-chave da alegria ser exaltada em cada um de nós durante o próximo ano. Estes são os votos de Natal de todos os que trabalham em Mount Ecclesia.

 

 

 

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